A Justiça de Goiás determinou a suspensão de um esquema fraudulento ligado à Climer Clínica Médica do Rim, em Águas Lindas de Goiás, após denúncia de irregularidades contra a operadora SulAmérica Saúde. A decisão, proferida em maio deste ano, foi baseada em investigações policiais e em uma auditoria interna da própria operadora, que identificou pedidos de reembolso indevidos que ultrapassaram R$ 6 milhões. O caso segue em apuração pela 1ª Delegacia de Polícia da cidade.
Segundo os relatórios apresentados, a fraude se sustentava por meio da emissão de notas fiscais superfaturadas e comprovantes de pagamento falsificados. Entre março de 2023 e setembro de 2024, os reembolsos solicitados chegaram a R$ 6,7 milhões, dos quais R$ 3,4 milhões foram efetivamente pagos de forma irregular. O golpe envolvia apenas oito beneficiários, vinculados a um plano coletivo por adesão iniciado em fevereiro de 2022.
A auditoria da SulAmérica também constatou que os participantes do esquema utilizaram diplomas falsos de ensino superior para ingressar no plano. Além disso, a clínica teria financiado as mensalidades desses beneficiários e atraído pacientes do SUS em tratamento renal, passando a operar diretamente seus acessos ao sistema da operadora para solicitar reembolsos.
Com base nessas evidências, a Justiça determinou que a clínica não poderá mais solicitar ou intermediar acessos à plataforma da operadora, nem utilizar logins e senhas de pacientes. Os serviços só poderão ser prestados mediante pagamento direto. Também ficou autorizada a negativa de reembolsos que não tenham comprovação legítima. O descumprimento da decisão prevê multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil.
Em nota, a SulAmérica declarou que a cooperação com as autoridades reforça o compromisso da empresa com a saúde de seus clientes e com a sustentabilidade do sistema:
“Fraudes como essa desviam recursos que deveriam ser destinados ao cuidado de quem realmente precisa”, destacou a operadora.
A Climer, por sua vez, afirmou desconhecer o suposto esquema e informou que ainda não foi formalmente citada em ação judicial relacionada ao caso.
Fonte – Jornal Opção






