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Troca de Iluminação no Centro Histórico da Cidade de Goiás Gera Debate Sobre Patrimônio

Troca de Lâmpadas no Centro Histórico de Goiás Gera Polêmica
Troca de Lâmpadas no Centro Histórico de Goiás Gera Polêmica

Troca de Iluminação no Centro Histórico da Cidade de Goiás Gera Debate Sobre Patrimônio

Uma recente intervenção da Prefeitura da Cidade de Goiás (antiga capital do estado) na iluminação pública do Centro Histórico tornou-se alvo de discussões entre moradores, historiadores e órgãos de preservação. A substituição das tradicionais lâmpadas de vapor de sódio (amarelas) por luminárias de LED de tonalidade branca alterou significativamente a estética noturna da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

O Ponto da Polêmica

O principal argumento das autoridades municipais é a eficiência energética e a segurança pública. As lâmpadas de LED oferecem maior visibilidade para pedestres e motoristas, além de reduzirem drasticamente o consumo de eletricidade e os custos de manutenção. Locais emblemáticos, como a Praça do Coreto, já exibem a nova tonalidade branca.

Por outro lado, críticos da medida — incluindo moradores locais e especialistas em patrimônio — alegam que a luz branca “fria” descaracteriza o ambiente histórico. Eles defendem que a iluminação amarela é fundamental para preservar a atmosfera colonial e o aconchego visual que são marcas registradas da antiga Vila Boa. A polêmica gira em torno da escolha da temperatura de cor: grupos de preservação sugerem que o LED seja utilizado, mas em versões de luz quente (amarelada), conciliando tecnologia e respeito à identidade histórica.

Contexto de Modernização

A ação faz parte de um movimento de “eficientização” que ocorre em diversos municípios goianos. Em Goiânia, o programa “Brilha Goiânia” também enfrenta debates semelhantes em áreas como a Rua do Lazer, onde a descaracterização do estilo art déco por novas luminárias foi questionada. Na Cidade de Goiás, a prefeitura afirmou estar em busca de adaptações para atender às normas de preservação sem abrir mão da modernização.

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