Caso Lázaro Barbosa: Justiça arquiva investigação sobre morte do criminoso sem conclusão definitiva

Justiça de Goiás arquiva investigação sobre a morte de Lázaro Barbosa
Justiça de Goiás arquiva investigação sobre a morte de Lázaro Barbosa

Caso Lázaro Barbosa: Justiça arquiva investigação sobre morte do criminoso sem conclusão definitiva

Quase cinco anos após a caçada humana que paralisou o Entorno do Distrito Federal, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou o arquivamento de uma das principais investigações relacionadas ao caso Lázaro Barbosa. O inquérito, que apurava as circunstâncias da morte do criminoso em junho de 2021, foi encerrado nesta quinta-feira (19) sem que as perícias de confronto microbalístico fossem concluídas com as respostas esperadas.

O Nó Jurídico e as Perícias Faltantes

A decisão de arquivamento ocorreu após um longo impasse entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Goiás (MP-GO).

  • Inquérito Incompleto: No final de 2025, o MP-GO havia devolvido a investigação à polícia alegando a falta de “informações indispensáveis”.

  • Conflito de Laudos: O processo envolvia análises complexas das armas de fogo e do confronto microbalístico para entender a dinâmica dos disparos que atingiram Lázaro.

  • Argumento para o Fim: O MP-GO fundamentou o pedido de arquivamento afirmando que os fatos já haviam sido apurados em um inquérito da própria Polícia Militar, que concluiu pela legalidade da ação e também sugeriu o encerramento.

Relembre a Caçada de 20 Dias

Lázaro Barbosa, de 32 anos, mobilizou uma força-tarefa de 300 policiais, helicópteros, drones e cães farejadores após cometer uma chacina em Ceilândia (DF).

  • O Desfecho: Em 28 de junho de 2021, após 20 dias de fuga por matas e fazendas, Lázaro foi localizado em Águas Lindas de Goiás. Segundo o boletim de ocorrência da época, os policiais efetuaram 125 disparos durante a ação que resultou na morte do fugitivo.

  • Histórico: O criminoso era descrito em laudos psicológicos como um “psicopata imprevisível” e acumulava passagens por homicídio, estupro e roubo desde 2007.

O Judiciário ressaltou que, embora arquivado, o caso pode ser reaberto a qualquer momento caso novas provas ou elementos substanciais surjam no futuro.

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