Últimas

Filho confessa assassinato de servidor da Polícia Civil e indica local onde escondeu corpo em Goiás

Neymar deve seguir fora contra o Haiti e Seleção adota cautela para recuperação na Copa

Queda de avião mata avô e neto na zona rural de Rio Verde

Tempestade histórica quebra recorde de 38 anos e registra maior chuva de junho em Goiânia

Homem morre esfaqueado após acidente entre dois carros em Goiânia

Colisão entre helicópteros provoca explosão e deixa seis mortos no Rio de Janeiro

Eduardo Bolsonaro pede rompimento com o Novo após crítica de Zema a Flávio Bolsonaro

Influenciador Vovô Anésio morre aos 88 anos e comove seguidores nas redes sociais

Jovem morre após ser lançada sem corda durante salto de rope jump em São Paulo

Motorista atropela moradores que pintavam rua para a Copa do Mundo em Belém

Fatalidade Médica: Paciente Descobre Câncer no Fígado Meses Após Transplante em SP

Câncer no fígado veio de órgão doado, diz exame de DNA
Câncer no fígado veio de órgão doado, diz exame de DNA

Fatalidade Médica: Paciente Descobre Câncer no Fígado Meses Após Transplante em SP

 

Um caso extremamente raro e chocante veio à tona em São Paulo: Geraldo Vaz Junior, de 58 anos, descobriu ter câncer meses após passar por um transplante de fígado realizado em julho de 2023. Exames complexos, incluindo um teste genético de DNA, confirmaram que as células cancerígenas eram provenientes do órgão doado, e não do corpo do receptor.

O transplante foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Albert Einstein, dentro do Programa Proadi-SUS.

 

Câncer no Órgão Doado

 

Geraldo, que tinha cirrose hepática devido à hepatite C, recebeu o novo órgão para salvar sua vida. No entanto, sete meses depois da cirurgia bem-sucedida, exames detectaram um adenocarcinoma no fígado transplantado.

  • Biópsia e DNA: A biópsia confirmou o tumor maligno, e o teste de DNA provou que as células do câncer não eram compatíveis com o DNA de Geraldo, mas sim com o do doador.
  • Consequência: A família afirma que Geraldo recebeu um novo fígado após a descoberta, mas o câncer já estava avançado, com metástase no pulmão. Ele é atualmente considerado um paciente paliativo.

 

O Que Dizem os Especialistas

 

Médicos especialistas ouvidos pelo g1 classificaram o caso como uma fatalidade médica e reforçaram que, embora o risco seja “extraordinariamente baixo”, ele é biologicamente possível:

  • Raríssimo, mas Possível: Estudos indicam que o risco de transmissão de câncer por transplante é inferior a 0,03%. O oncologista Stephen Stefani explica que o órgão pode conter células tumorais microscópicas que são invisíveis aos exames de triagem.
  • O Papel da Imunossupressão: O paciente precisa tomar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão. Essa redução da vigilância do sistema imunológico pode permitir que células cancerígenas pré-existentes e indetectáveis no órgão doado se desenvolvam rapidamente.
  • Protocolo Rigoroso: O Manual de Transplantes do Ministério da Saúde exige triagem rigorosa com exames sorológicos e inspeção direta dos órgãos. Contudo, o documento reconhece que nenhum método é capaz de eliminar completamente o risco residual.

Apesar da dor da família, os médicos ressaltam que o sistema de transplantes é seguro e vital para salvar vidas.

 

Falta de Informação

 

Geraldo e sua esposa, Maria Helena, afirmam que não foram informados sobre o risco de desenvolver câncer ou neoplasias devido ao transplante. Eles questionam o direito de terem sido alertados sobre o risco, mesmo que mínimo, para poderem avaliar a decisão, já que o paciente não estava em estado terminal no momento do transplante.

Compartilhe este post :