Cães Farejadores: Como o Olfato Apurado Detecta Doenças em Humanos
A ciência tem confirmado o que muitos tutores já desconfiavam: além de serem ótimos companheiros, os cães possuem uma incrível capacidade de detectar doenças precocemente em humanos graças ao seu olfato altamente apurado.
Quando um tutor está doente, o organismo passa por mudanças bioquímicas que, mesmo mínimas, são percebidas pelos cães.
Um Olfato Cientificamente Superior
A capacidade canina de detecção é explicada pela sua anatomia cerebral, como aponta a veterinária Kássia Vieira, da Universidade Católica de Brasília:
“A parte do cérebro que codifica e percebe os cheiros é muito maior em cães do que em humanos. Essa característica permite que eles detectem concentrações muito pequenas de compostos químicos, o equivalente a encontrar uma gota de uma substância específica em uma piscina olímpica.”
O Atributo Canino na Prática Médica
Em diversas partes do mundo, o faro dos cães está sendo usado em projetos médicos, embora o treinamento seja essencial, já que os animais não entendem o conceito de “doença”.
- Detecção de Câncer: Organizações como a In Situ Foundation treinam cães para identificar odores de células cancerígenas em amostras de hálito, urina ou saliva.
- Parkinson: Pesquisadores britânicos comprovaram que cães treinados identificaram a doença de Parkinson pelo cheiro da pele anos antes dos sintomas aparecerem nos humanos, com alto índice de precisão.
Além de mudanças metabólicas, os cães treinados também são capazes de prever alterações de comportamento, como o início de crises epilépticas, crises de agitação associada ao autismo ou crises de pânico.
Raças Mais Aptas ao Treinamento
Embora a habilidade de farejar seja universal, algumas raças têm atributos ideais para potencializar a detecção, como temperamento, concentração e motivação. Entre elas estão:
- Labrador Retriever
- Pastor Alemão
- Beagle
- Border Collie
- Pastor Belga Malinois
O aviso da detecção, segundo especialistas, pode vir de diversas formas, como dar a patinha, latir de um jeito diferente ou encostar o focinho. Esse alerta treinado permite que a pessoa se medique ou se prepare, evitando sustos maiores.







