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Buraco na pista adia classificações no GP do Brasil e coloca sprint da MotoGP em risco em Goiânia

Buraco na pista adia classificações no GP do Brasil 2026
Buraco na pista adia classificações no GP do Brasil 2026

Buraco na pista adia classificações no GP do Brasil e coloca sprint da MotoGP em risco em Goiânia

Um problema estrutural na reta principal do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, adiou as classificações da Moto2 e da Moto3 do GP do Brasil neste sábado (21) e colocou em risco a realização da corrida sprint da MotoGP, prevista para as 15h.

Segundo a FIM — Federação Internacional de Motociclismo —, as fortes chuvas dos últimos dias provocaram uma depressão na superfície da pista causada pelo movimento do solo. A organização informou que o reparo já estava em andamento e que uma nova atualização seria divulgada às 14h. A tendência era de que as classificações das categorias menores não acontecessem no sábado, com esforços concentrados para viabilizar a sprint da MotoGP, mesmo em horário alternativo.

Semana marcada por problemas

Os contratempos no autódromo goiano não começaram no sábado. Na terça-feira anterior, uma tempestade inundou a reta de acesso aos boxes, com água misturada à lama proveniente das obras ao redor do circuito. Na manhã de sexta-feira, uma nova chuva adiou o início dos treinos livres das três categorias, com barro invadindo a área dos boxes.

Mesmo com sol à tarde, trechos da pista permaneceram úmidos. Nos treinos livres da manhã de sábado, a sessão da Moto3 precisou ser interrompida após três quedas em sequência em menos de um minuto — os pilotos Alvaro Carpe, Cormac Buchanan e Leo Rammerstorfer foram os envolvidos. Fiscais inspecionaram o asfalto logo em seguida.

Críticas à infraestrutura

As condições do autódromo geraram críticas diretas de representantes das equipes. Davide Brivio, chefe da Trackhouse, avaliou em entrevista que o traçado em si agradou aos pilotos, mas que a preparação estrutural ficou aquém do esperado para um evento da categoria. Segundo ele, as obras deveriam ter começado com mais antecedência ou o evento deveria ter sido marcado para um mês depois. Brivio afirmou acreditar que a edição do ano seguinte será melhor, mas reconheceu que o GP chegou cedo em relação ao estágio das reformas.

O piloto Marco Bezzecchi, da Aprilia, também apontou dificuldades. Ele elogiou o traçado, classificando-o como rápido e divertido, mas criticou a drenagem do asfalto, que não secava adequadamente após as chuvas, com poças persistindo ao longo de todo o dia e dificultando a evolução nos treinos.

Contexto

O GP do Brasil marca o retorno da MotoGP ao país após décadas de ausência na categoria rainha. A escolha de Goiânia como sede gerou expectativa, especialmente entre os fãs locais. No entanto, os problemas logísticos e estruturais da semana de estreia colocaram o evento sob escrutínio internacional, com representantes de equipes e pilotos expondo publicamente as limitações da infraestrutura do autódromo goiano.

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