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Brasil registra segunda maior saída líquida de dólares da história em 2025

Brasil tem 2ª maior saída de dólares da história em 2025
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Brasil registra segunda maior saída líquida de dólares da história em 2025

O Brasil encerrou o ano de 2025 com um saldo negativo de US$ 33,3 bilhões no fluxo cambial, de acordo com dados consolidados do Banco Central (BC). O resultado representa a segunda maior saída líquida de moeda estrangeira da série histórica, iniciada em 1982, superada apenas pelo recorde negativo de 2019, quando a evasão atingiu US$ 44,7 bilhões.

Canal financeiro lidera evasão

O principal responsável pelo déficit foi o canal financeiro, que registrou uma saída líquida de US$ 82,45 bilhões. Esse segmento engloba investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos, além de aportes de brasileiros no exterior.

Um fator determinante para a intensificação dessas remessas no final do ano foi a busca de empresas e investidores por antecipação ao fim da isenção do Imposto de Renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributado em janeiro de 2026. Somente em dezembro, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 20,98 bilhões.

Comércio exterior amortece o saldo

Diferente da conta financeira, o canal comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) fechou o ano com saldo positivo de US$ 49,15 bilhões. Embora o resultado tenha ajudado a mitigar a fuga de capitais, ele foi insuficiente para equilibrar a balança final.

As exportações somaram US$ 287,5 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 238 bilhões — o segundo maior volume de compras externas da história. A redução no superávit comercial em comparação a anos anteriores é explicada pelo aumento expressivo na demanda por produtos importados ao longo de 2025.

Impacto nas reservas e câmbio

Apesar da saída recorde, o Banco Central manteve intervenções pontuais por meio de swaps cambiais e vendas diretas de reservas internacionais para conter a volatilidade. Analistas apontam que, embora o diferencial de juros (Selic elevada) tenha atraído capital especulativo, a insegurança fiscal e o cenário macroeconômico global impulsionaram a retirada de recursos estruturais do país.

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