A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou ao jornal CNN que o pedido de asilo político na Argentina, encontrado pela Polícia Federal (PF) no celular de Bolsonaro, foi considerado “descartado” antes de ser formalmente enviado ao governo de Javier Milei.
De acordo com o advogado Paulo Cunha Bueno, o documento foi recebido por Bolsonaro como uma “sugestão” de aliados. No entanto, a defesa afirma que o ex-presidente não deu continuidade ao processo de solicitação de asilo político, considerando-o encerrado.
Essa informação será parte da estratégia da defesa de Bolsonaro perante o Supremo Tribunal Federal (STF), que exigiu esclarecimentos sobre possíveis descumprimentos de medidas cautelares e a alegação de “risco de fuga”. Os advogados têm 48 horas para apresentar suas explicações.
Conteúdo do Documento
O pedido de asilo, intitulado “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO”, foi criado pela esposa do senador Flávio Bolsonaro e contém 33 páginas. O documento, salvo no celular do ex-presidente em 10 de fevereiro de 2024, afirma que Bolsonaro é perseguido por motivos políticos e teme por sua vida.
Na carta, Bolsonaro solicita ao presidente argentino, Javier Milei, asilo político em caráter de urgência, alegando que não possui a proteção necessária como ex-chefe de Estado e que enfrenta a iminência de uma prisão injusta.
Operação Tempus Veritatis
Vale lembrar que, dois dias antes do salvamento do documento, a PF havia deflagrado a “Operação Tempus Veritatis”, visando investigar uma organização criminosa relacionada a tentativas de golpe de Estado. Bolsonaro foi um dos principais alvos da operação e teve que entregar seu passaporte na ocasião.
Embora haja espaço no documento para a assinatura de Bolsonaro e a data de envio, o governo argentino negou ter recebido qualquer pedido formal de asilo do ex-presidente.
A situação envolvendo Jair Bolsonaro e seu suposto pedido de asilo na Argentina continua a gerar discussões e pode ter implicações significativas tanto no cenário político brasileiro quanto nas relações internacionais. A defesa do ex-presidente agora se prepara para responder às exigências do STF, enquanto a situação política evolui.






