O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decidiu nesta terça-feira (26/8) diminuir as penas aplicadas aos quatro condenados pelo incêndio da Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria.
As sentenças, que antes variavam de 18 a 22 anos de prisão, foram reduzidas para 11 e 12 anos de reclusão. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara Criminal Especial, que atendeu parcialmente aos recursos das defesas dos réus: os sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, além de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Bonilha Leão, ajudante da mesma banda.
Como ficou a decisão
- Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann: 12 anos de prisão cada.
- Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão: 11 anos de prisão cada.
Todos devem cumprir pena em regime fechado.
Relembre a tragédia
O incêndio na Boate Kiss aconteceu em 27 de janeiro de 2013, resultando em 242 mortes e deixando mais de 600 feridos. O fogo começou após o uso de artefato pirotécnico durante o show da banda Gurizada Fandangueira. A maioria das vítimas morreu por asfixia, já que a fumaça tóxica tomou conta do ambiente rapidamente, e o local não possuía saída de emergência adequada.
Linha do tempo do caso
- 2013: incêndio deixa 242 mortos e centenas de feridos.
- 2021: júri em Porto Alegre condena os quatro réus a penas de 18 a 22 anos.
- 2022: julgamento é anulado pelo TJRS por falhas processuais.
- 2024: Supremo Tribunal Federal restabelece as condenações.
- 2025: TJRS reduz parcialmente as penas após novos recursos.
O caso ainda pode ser alvo de novas contestações jurídicas.






