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Bebê de 18 meses detida pelo ICE retorna ao centro de detenção após hospitalização crítica

Bebê de 18 meses detida pelo ICE sofre negligência médica nos EUA
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Bebê de 18 meses detida pelo ICE retorna ao centro de detenção após hospitalização crítica

Um caso de negligência médica envolvendo o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) gerou indignação internacional nesta semana. Amalia, uma menina venezuelana de apenas 18 meses, foi reconduzida a um centro de detenção no Texas após ser hospitalizada em estado grave com pneumonia e Covid-19, sem receber a continuidade do tratamento adequado após a alta.

Histórico da Detenção e Agravamento

A família, composta pelos pais Kheilin Valero Marcano e Stiven Arrieta Prieto, fugiu da Venezuela em 2024 alegando perseguição política. Eles foram detidos em 11 de dezembro de 2025, em Dilley, Texas, durante uma consulta administrativa de rotina, apesar de estarem cumprindo todas as exigências do processo de asilo.

Em janeiro de 2026, a saúde de Amalia deteriorou-se rapidamente:

  • Sintomas: Febre acima de 40°C, vômitos e insuficiência respiratória.

  • Negligência inicial: Os pais buscaram a enfermaria do centro de detenção por nove vezes, recebendo apenas antitérmicos básicos.

  • Emergência: Em 18 de janeiro, com níveis de oxigênio alarmantes, a bebê foi transferida às pressas para um hospital.

Diagnóstico e Alta Controversa

No hospital, os médicos confirmaram um quadro de pneumonia, Covid-19 e insuficiência respiratória grave. Amalia permaneceu internada por dez dias sob vigilância de agentes armados e perdeu 10% de seu peso corporal.

Mesmo após o diagnóstico severo, ao receber alta, a criança foi enviada de volta ao centro de detenção. Segundo a denúncia, os medicamentos e equipamentos médicos prescritos pelos médicos hospitalares foram confiscados pelas autoridades do ICE no momento do retorno à cela.

Libertação via Recurso Jurídico

A família só obteve liberdade na última sexta-feira (6), após um recurso de emergência protocolado por Elora Mukherjee, diretora da clínica de direitos dos imigrantes da Faculdade de Direito de Columbia. A advogada classificou a manutenção da detenção de uma criança nessas condições como desumana e perigosa.

O caso reacende o debate sobre as condições dos centros de detenção de migrantes nos EUA e o tratamento dado a solicitantes de asilo que aguardam decisões judiciais em liberdade vigiada.

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