Usinas falidas viram “fábricas de créditos” bilionários no Banco Master 

Banco Master lucra R$ 8,7 bi com créditos de usinas falidas; entenda
Banco Master lucra R$ 8,7 bi com créditos de usinas falidas; entenda

Usinas falidas viram “fábricas de créditos” bilionários no Banco Master

Uma investigação minuciosa revela como o Banco Master transformou usinas de açúcar e álcool desativadas ou falidas em uma poderosa engrenagem financeira. O esquema envolve a aquisição de créditos tributários e precatórios judiciais dessas massas falidas, que somam o valor astronômico de R$ 8,7 bilhões. O caso levanta debates sobre os limites da engenharia financeira e a transparência no mercado de capitais.

O Mecanismo da Operação

A estratégia do banco consiste em comprar, muitas vezes por uma fração do valor original, direitos creditórios de usinas que pararam de moer cana há décadas. Esses ativos — muitas vezes frutos de disputas judiciais contra a União (como o caso do IAA) — são reavaliados e integrados ao balanço da instituição. Para o Master, o que parece ser “lixo” contábil para alguns, torna-se um lastro bilionário para sustentar sua expansão agressiva.

Controvérsias e Alerta no Mercado

O crescimento exponencial do Banco Master através desses ativos tem atraído os olhares de reguladores e auditores. Críticos apontam que a valorização desses créditos pode ser inflada, criando um risco sistêmico se os recebíveis não se concretizarem na Justiça. Por outro lado, o banco defende a legalidade das operações, afirmando que possui uma expertise única em recuperar ativos complexos e que sua contabilidade segue rigorosamente as normas do Banco Central.

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