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O consumidor brasileiro deve se preparar para um ano de faturas de energia mais caras. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projetou nesta terça-feira (17) que o reajuste médio das tarifas de eletricidade será de 8% em 2026. O índice representa praticamente o dobro da inflação prevista para o ano, que é de 4,1% segundo o boletim Focus. Estados como Roraima e Rio de Janeiro já registram altas expressivas, chegando a 23,2% e 14,2%, respectivamente.

O Peso dos Subsídios e da CDE

O principal vilão do reajuste não é o consumo em si, mas os encargos setoriais. Cerca de metade do aumento é impulsionado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve custar R$ 52 bilhões aos brasileiros este ano.

  • O que financia: O valor subsidia energias renováveis, o programa Luz do Povo e a isenção para famílias de baixa renda, aprovada em 2025.

  • Pressão Política: O governo federal recuou em projetos de redução desses encargos devido à pressão de lobbies no Congresso Nacional.

Fatores Estruturais e Térmicas

Além dos subsídios, dois fatores técnicos encarecem a conta:

  1. Clima: A falta de chuvas na virada do ano deve exigir o acionamento de usinas térmicas, que possuem custo de geração mais elevado.

  2. Privatização da Eletrobras (Axia): Conforme a lei de 2022, as hidrelétricas da companhia estão reduzindo gradualmente a venda de energia por cotas fixas (mais baratas) para comercializar a preços de mercado. Este regime de cotas deve chegar a 0% em 2027.

Descontos Regionais

Para mitigar o impacto em áreas específicas, o governo utilizará recursos da taxa de uso do bem público para oferecer descontos a moradores de estados atendidos pela Sudam (Norte, MT e TO) e Sudene (Nordeste, norte de MG e ES).

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