Crimes ambientais em Goiânia: Árvores com poda drástica serão totalmente retiradas no Setor Pedro Ludovico
Duas árvores da espécie Munguba, localizadas na Rua 1.095, no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia, serão totalmente extirpadas após sofrerem uma poda drástica irregular realizada pela concessionária Equatorial Goiás. A intervenção, ocorrida neste domingo (18), foi classificada pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) como crime ambiental, pois comprometeu irreversivelmente a saúde e a estrutura das plantas.
O Incidente e a Resposta da Amma
A fiscalização da Amma constatou que a poda foi realizada em desacordo com as normas técnicas e sem a autorização necessária. Segundo a agência, quando a remoção de galhos excede os limites permitidos (geralmente mais de 30% da copa), a árvore perde sua capacidade de regeneração e estabilidade, tornando-se um risco para a população.
Por causa do dano severo, a única medida técnica cabível agora é a extirpação total das árvores, que será seguida pela aplicação de multas à concessionária. A Amma reforça que crimes de poda drástica podem resultar em multas que variam de R$ 600 a valores superiores a R$ 5.000, dependendo da gravidade.
Reclamações dos Moradores
Embora a poda drástica tenha sido considerada um crime, moradores da região relataram ao jornal O Popular que já haviam solicitado a retirada das árvores anteriormente. Eles alegam que as raízes das Mungubas estavam causando danos estruturais em muros e calçadas, além de apresentarem risco de queda sobre as residências.
Uma cozinheira moradora da rua afirmou que pagou as taxas para a retirada há tempos, mas nunca obteve retorno da Prefeitura. O caso evidencia um conflito entre a demora do poder público em atender pedidos de manejo e as intervenções irregulares de empresas de serviços.
Responsabilidades e Regras
A Prefeitura de Goiânia esclareceu que a responsabilidade por podas de árvores em contato com a rede elétrica é da concessionária de energia, mas que qualquer serviço deve seguir o termo de cooperação técnica e ser comunicado aos órgãos ambientais. Para casos que não envolvem a rede elétrica, a responsabilidade é da Comurg, mediante laudo da Amma.







