A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre os perigos do uso recreativo de medicamentos para disfunção erétil, como sildenafila, tadalafila e vardenafila. Os medicamentos, que exigem prescrição médica, têm sido consumidos de forma inadequada, muitas vezes presentes em suplementos, gomas e academias, o que pode gerar graves consequências à saúde.
Principais riscos
O uso fora das recomendações médicas pode provocar:
Infarto e AVC
Perda de visão
Priapismo (ereção prolongada e dolorosa)
Arritmias cardíacas
Dependência psicológica
Segundo especialistas, o uso recreativo tem crescido entre jovens, influenciados por curiosidade, insegurança e expectativas irreais de desempenho sexual. O urologista Mark Neumaier alerta que, com o tempo, o uso do medicamento passa a ser visto como indispensável, gerando dependência psicológica precoce.
O cardiologista Bruno Sthefan reforça que a combinação com álcool, drogas recreativas ou exercícios físicos intensos aumenta o risco de complicações graves, incluindo morte súbita.
Além disso, a automedicação pode mascarar doenças sérias como diabetes, hipertensão e aterosclerose, atrasando diagnósticos importantes.
Medicamentos e características
Todos os fármacos pertencem à classe dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), atuando na vasodilatação e facilitando a ereção após estímulo sexual. Entre os principais:
Sildenafila (Viagra): ação em 30-60 min, duração até 4h
Tadalafila (Cialis): ação em ~30 min, duração até 36h, pode ser usada diariamente
Vardenafila (Levitra): ação em ~30 min, duração até 5h
Udenafila e Lodenafila: menos comuns, perfil semelhante à tadalafila
Todos são medicamentos de uso controlado e não têm indicação para aumento de desempenho físico ou uso recreativo.
Mercado paralelo e riscos
Comprar em canais não regulados, como internet ou academias, aumenta os riscos de adulteração, doses irregulares e toxicidade, segundo os especialistas.
A Anvisa reforça que remédios para disfunção erétil devem ser usados apenas com acompanhamento médico, evitando produtos não regulamentados e denúncias de venda ilegal.
Como resume o urologista Mauro Gasparoni:
“Não é um comprimido inofensivo. Pode trazer riscos sérios até para quem se acha saudável.”






