Ação cumpriu mandados de prisão e busca em Goiânia e Aparecida; grupo é acusado de ataques violentos e tráfico de drogas
A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Invasores, com ações simultâneas em Goiânia e Aparecida de Goiânia.
Foram expedidos 16 mandados judiciais, sendo oito de prisão e oito de busca e apreensão, contra suspeitos identificados como integrantes de uma facção criminosa associada a uma torcida organizada.
Crimes investigados
Segundo a apuração, o grupo atuava de forma estruturada e contínua, promovendo emboscadas e ataques a torcedores rivais, especialmente durante deslocamentos para eventos esportivos na região noroeste da capital.
Os investigados respondem por crimes de:
roubo majorado com uso de arma de fogo e em concurso de pessoas;
associação criminosa;
dano qualificado;
disparo de arma de fogo;
lesão corporal;
além de envolvimento com o tráfico de drogas.
Caso mais grave
Um dos episódios de maior gravidade ocorreu na madrugada de 24 de abril de 2025, no Setor Morada do Sol, em Goiânia. Na ocasião, torcedores que retornavam de uma partida entre Goiás Esporte Clube e Paysandu Sport Club, válida pela final da Copa Verde, foram surpreendidos.
De acordo com a investigação, suspeitos em três motocicletas e em um VW Gol G5 vermelho invadiram uma residência após arrombamento, fizeram ameaças de morte e chegaram a disparar armas de fogo dentro do imóvel, colocando em risco todos os moradores, inclusive uma criança de apenas 1 ano de idade.
Além de destruírem o portão da casa e um brinquedo infantil, os criminosos roubaram pertences das vítimas e agrediram o pai de um dos moradores.
Resultados da operação
Na fase operacional, seis suspeitos foram presos. As equipes apreenderam drogas, um dos veículos utilizados no crime, aparelhos celulares — incluindo um usado para divulgar ataques em redes sociais — e grande quantidade de material relacionado à torcida organizada.
A divulgação das imagens e identidades dos detidos foi autorizada com base na Lei nº 13.869/2019 e na Portaria nº 547/2021/DGPC, permitindo a eventual identificação de novas vítimas.







