O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), deve oficializar ainda nesta segunda-feira (8) o nome do vereador Wellington Bessa (DC) como novo líder de sua base na Câmara Municipal. A escolha ocorre em um momento de forte desgaste político entre o Executivo e o Legislativo, marcado pela instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da LimpaGyn e por derrotas recentes sofridas pelo Paço em votações estratégicas.
Substituição após crise com Igor Franco
O posto de líder estava vago há pouco mais de uma semana, após a saída de Igor Franco (MDB). O vereador foi destituído da função depois de assinar o requerimento de abertura da CEI e votar a favor da revogação da taxa do lixo — medida considerada contrária aos interesses da Prefeitura. A postura acabou rompendo a relação de confiança com o Executivo e abriu espaço para uma nova articulação política dentro da Casa.
Embora Franco tenha endurecido o discurso contra a gestão, no último fim de semana participou de agendas ao lado do prefeito. Em uma delas, Mabel esteve presente no aniversário do programa social Passaporte para a Vitória, evento que reuniu mais de 3 mil crianças, demonstrando sinais de aproximação pontual mesmo após o desgaste.
Desafio de reconstruir a base
A nomeação de Wellington Bessa representa a tentativa de Sandro Mabel de recompor a base governista e reduzir a tensão com o Legislativo. A expectativa é que o novo líder atue para reverter o clima de instabilidade que se intensificou nas últimas semanas.
Na votação da taxa do lixo, por exemplo, o prefeito contou com apenas 13 votos favoráveis, número considerado insuficiente para sustentar medidas impopulares e pautas de maior impacto. Bessa terá como missão prioritária evitar novas derrotas e fortalecer a governabilidade de Mabel dentro da Câmara.
Experiência política e administrativa
Wellington Bessa é um aliado conhecido do Paço. Ele já foi secretário municipal de Educação durante quase três anos na gestão de Rogério Cruz (SD) e chegou a comandar a Secretaria de Administração por cerca de dois meses, antes de retornar ao Legislativo. Sua experiência na estrutura da Prefeitura é vista como trunfo para facilitar o diálogo entre Executivo e vereadores.
Com a escolha, Sandro Mabel aposta em um nome com trânsito político e experiência administrativa para tentar estancar a crise e retomar o equilíbrio na relação com o Parlamento municipal.






