O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), confirmou nesta sexta-feira (7) que avalia alterar o limite de velocidade das vias centrais da capital, atualmente estabelecido em 40 km/h, para 50 km/h. A medida, que ainda está em fase de estudos, faz parte de um pacote de intervenções planejadas para o trânsito da cidade.
Zona 40 em debate
A chamada Zona 40, implantada no Centro de Goiânia, foi criada com o objetivo de reduzir acidentes, proteger pedestres e incentivar maior segurança viária em áreas de grande fluxo de pessoas. A proposta de alteração agora busca atender uma demanda de motoristas e técnicos da prefeitura que defendem a padronização da velocidade.
De acordo com Mabel, há resistência de parte da equipe técnica, mas a tendência é pela elevação do limite. “Os técnicos da prefeitura afirmam que o ideal seria 50 km/h em toda a cidade. Eu ainda estou avaliando isso, mas é a tendência”, destacou o prefeito em coletiva.
Sem prazo definido
Embora tenha sinalizado que a mudança deve ocorrer, o prefeito afirmou que não há data definida para implantação. “Tenho muitas intervenções para realizar dentro dos próximos cem dias, em pelo menos dez vias da cidade. É muita coisa. Enquanto isso vamos estudando essa alteração no Centro. Quando a proposta estiver madura e viável, nós a executaremos”, explicou.
Pacote de medidas para o trânsito
A alteração no limite de velocidade integra um conjunto de medidas anunciadas pela gestão municipal. Entre as principais ações previstas estão:
Desobstrução de dez vias importantes da capital nos próximos 100 dias;
Extinção de áreas de estacionamento em determinados trechos, liberando as três faixas de rolamento exclusivamente para o tráfego de veículos;
Melhorias no fluxo de veículos no Centro, especialmente em cruzamentos estratégicos como a Avenida Goiás com a Avenida Anhanguera.
Repercussão
O anúncio divide opiniões entre especialistas e a população. Enquanto motoristas e comerciantes enxergam a possível mudança como uma forma de reduzir congestionamentos, pedestres e defensores da mobilidade urbana temem que o aumento da velocidade comprometa a segurança.
A gestão promete ampliar o debate com a sociedade e técnicos de trânsito antes de tomar a decisão final.






