O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu uma investigação para apurar denúncias de negligência no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). A medida foi tomada após relatos de que o pronto-atendimento gineco-obstétrico da unidade estaria descumprindo normas obrigatórias de acolhimento às gestantes.
Segundo as denúncias, mulheres grávidas classificadas com risco amarelo ou verde estariam sendo orientadas a procurar outras unidades de saúde, enquanto o atendimento imediato estaria restrito apenas a casos gravíssimos (classificação vermelha).
O caso ganhou ainda mais gravidade porque, entre 31 de julho e 3 de agosto, três bebês morreram em circunstâncias que podem estar diretamente relacionadas à recusa de atendimento.
A promotora Alessandra Morato, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), destacou que as denúncias contra o hospital cresceram em 2025 e reforçou a gravidade da situação:
“Estamos diante de uma acusação extremamente séria, sobretudo por envolver a perda de vidas de recém-nascidos. É preciso apurar onde ocorreu a falha.”
A investigação irá identificar médicos, enfermeiros, técnicos e gestores que trabalharam no período entre 17 de julho e 3 de agosto, além de colher depoimentos de familiares e analisar prontuários médicos. O prazo inicial é de 90 dias.






