O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que recebeu 3.357 pedidos de credenciamento para assistir presencialmente ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previsto para começar no dia 2 de setembro.
Devido ao número limitado de assentos, apenas 150 vagas por sessão foram disponibilizadas na Segunda Turma da Corte. Como estão previstas oito sessões, um total de 1.200 pessoas poderá acompanhar o julgamento presencialmente. Os demais inscritos poderão assistir à transmissão pela TV Justiça e por veículos de imprensa.
O processo julga Bolsonaro e aliados — entre eles o ex-ministro Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, com o objetivo de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, agendou sessões para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, além de sessões extraordinárias nos turnos da manhã e da tarde.
Entre os réus estão nomes de peso do governo anterior, como Augusto Heleno, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier Santos. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), todos integrariam o chamado “núcleo central” da articulação golpista.
As defesas entregaram suas alegações finais alegando falta de provas para a acusação. A Primeira Turma do STF — composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino — será responsável por decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos. Existe ainda a possibilidade de pedido de vista, o que poderia adiar a decisão em até 90 dias.






