Chacina em Cavalcante: Dois policiais condenados e cinco absolvidos

Chacina em Cavalcante: Dois Policiais Condenados e Cinco Absolvidos
Propriedade onde ação da PM com quatro mortos aconteceu, em Cavalcante, Goiás — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O julgamento de sete policiais militares envolvidos na chacina de Cavalcante, Goiás, foi concluído na madrugada desta quinta-feira (21). Durante a ação policial em janeiro de 2022, quatro homens foram mortos, sendo que as vítimas receberam 58 disparos. O tribunal ouviu 13 testemunhas ao longo do processo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), os crimes ocorreram em uma operação que resultou na execução das vítimas. O juiz Lourival Machado da Costa, da 2ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida, presidiu o júri.

Condenações

O sargento Aguimar Prado de Morais foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por homicídio qualificado, enquanto o soldado Luís César Mascarenhas Rodrigues recebeu uma pena de 6 anos em regime semiaberto pelo homicídio de uma das vítimas. A defesa do soldado informou que pretende recorrer da decisão, alegando equívocos no julgamento.

Absolvições

Os outros cinco policiais foram absolvidos das acusações relacionadas às mortes de Ozanir Batista da Silva e Alan Pereira Soares. Entre os absolvidos estão Mivaldo José Toledo, Jean Roberto Carneiro dos Santos, Ítallo Vinícius Rodrigues de Almeida, Welborney Kristiano Lopes dos Santos e Eustáquio Henrique do Nascimento.

Contexto do Crime

O incidente ocorreu em uma propriedade rural, onde a PM foi chamada após uma denúncia sobre uma plantação de maconha. Segundo os policiais, ao chegarem ao local, foram recebidos a tiros, o que justificaria a reação. No entanto, investigações posteriores indicaram que houve irregularidades, incluindo a destruição de evidências.

As defesas dos policiais condenados afirmaram que suas ações foram em legítima defesa, enquanto a Polícia Militar de Goiás destacou que todos os procedimentos administrativos foram seguidos após os eventos.

O caso levanta questões importantes sobre a atuação policial e a necessidade de transparência e responsabilidade em ações que resultam em mortes.

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