Operação contra esquema bilionário de bets cumpre mandados em três cidades de Goiás

Operação contra bets cumpre mandados em Goiás
Operação contra bets cumpre mandados em Goiás

Uma operação policial contra um esquema bilionário de apostas ilegais e lavagem de dinheiro cumpriu mandados em três cidades de Goiás nesta quinta-feira (5). As ações ocorreram em Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso de Goiás, como parte da Operação Azzardo, coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada, contas bancárias e plataformas financeiras para movimentar dinheiro proveniente de sites de apostas que funcionavam sem autorização federal.

A operação mobilizou aproximadamente 200 policiais civis do Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Ao todo, foram expedidos 50 mandados de busca e apreensão, sendo 24 no Distrito Federal e outros 26 distribuídos entre os cinco estados.

Investigação identificou movimentações milionárias

As apurações começaram após a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda identificar plataformas clandestinas de apostas.

Segundo os investigadores, os depósitos realizados pelos apostadores por meio do Pix eram direcionados a contas de empresas que, oficialmente, exerciam atividades sem relação com o setor de apostas.

Entre os estabelecimentos identificados estavam uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô, utilizadas, segundo a investigação, para movimentar os recursos.

A análise financeira identificou aproximadamente R$ 739 milhões em movimentações relacionadas à rede investigada. Outro braço do esquema envolve uma fintech paulista, que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão junto a empresas investigadas.

Justiça autoriza bloqueio de até R$ 3,4 bilhões

A Justiça autorizou o bloqueio de contas e ativos financeiros de 64 pessoas físicas e 120 empresas, até o limite de R$ 3,483 bilhões.

Também foram determinadas a suspensão de registros comerciais de 100 empresas e restrições à abertura de novas contas bancárias pelos investigados durante 90 dias.

Segundo a investigação, parte dos valores também teria sido convertida em criptomoedas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

As autoridades continuam apurando a participação dos envolvidos e a estrutura financeira utilizada pelo grupo. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato mediante fraude eletrônica e exploração de loteria não autorizada.

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