Joice Hasselmann declara voto em Lula e acusa Bolsonaro de tentar matá-la

Joice Hasselmann declara voto em Lula no 2º turno
Joice Hasselmann declara voto em Lula no 2º turno

A ex-deputada federal Joice Hasselmann anunciou que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25). A declaração foi divulgada na quinta-feira (22), quando ela também voltou a falar sobre o rompimento com Jair Bolsonaro (PL) e fez acusações relacionadas ao episódio em que foi encontrada ferida, em 2021.

Em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, do Brasil 247, Joice abordou sua trajetória política, a relação com o grupo bolsonarista e os motivos que a levaram a apoiar Lula neste segundo turno. O título da entrevista foi “Bolsonaro tentou me matar”.

Ex-deputada afirma que voto é pela defesa da democracia

Joice afirmou que sua decisão não representa uma adesão ao Partido dos Trabalhadores nem o abandono de suas posições políticas. Segundo ela, a escolha está relacionada à defesa das instituições democráticas e à possibilidade de exercer oposição dentro do sistema político.

“Voto em Lula, sem meias palavras, sem hipocrisia”, declarou a ex-parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais.

A ex-deputada também afirmou que pretende continuar criticando o governo petista quando discordar de suas decisões. Para ela, divergências políticas devem ser discutidas dentro das regras democráticas.

Em outra entrevista, à Rádio Baiana FM, Joice afirmou que a decisão foi difícil por causa de seu histórico de enfrentamento ao PT. Ela disse que o apoio não significa concordância integral com Lula ou com as propostas do partido.

Joice relembra apoio a Bolsonaro em 2018

A ex-deputada participou da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018 e, posteriormente, ocupou a liderança do governo na Câmara dos Deputados.

Segundo Joice, o rompimento com o grupo ocorreu ainda no primeiro ano da gestão. Ela afirmou que se decepcionou com antigos aliados e passou a fazer críticas públicas ao governo.

A ex-parlamentar também declarou que denunciou, em 2019, a existência de uma minuta que, segundo seu relato, estaria relacionada a uma tentativa de ruptura institucional. Ela afirmou ter levado informações ao então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

As declarações fazem parte da versão apresentada por Joice sobre sua atuação política e o afastamento de antigos aliados.

Caso de 2021 voltou ao centro das declarações

Durante a entrevista, Joice voltou a mencionar o episódio de julho de 2021, quando relatou ter acordado com ferimentos em seu apartamento, em Brasília. Na ocasião, ela levantou a hipótese de ter sido vítima de agressão e mencionou suspeitas relacionadas a desafetos políticos.

Ao retomar o caso, a ex-deputada fez acusações contra Bolsonaro. No entanto, a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, concluída em agosto de 2021, informou que não encontrou elementos que apontassem para agressão ou participação de terceiros. A corporação indicou uma queda da própria altura como hipótese para os ferimentos.

Assim, a acusação feita por Joice contra o ex-presidente não foi confirmada pela conclusão policial divulgada à época.

Ex-deputada diz que pretende continuar na oposição

Ao explicar seu posicionamento eleitoral, Joice afirmou que pretende retomar a oposição a Lula após o segundo turno, mantendo suas críticas ao governo e ao PT.

A ex-parlamentar também disse estar ciente de que a decisão pode gerar críticas e afastamento de antigos aliados. Ela sustentou que sua prioridade, neste momento, é a preservação das condições democráticas para a disputa política.

A declaração ocorre na reta final da eleição presidencial de 2026, que terá Lula e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno, no domingo (25).

Compartilhe este post :