
Maior medalhista olímpica do Brasil, ginasta afirma que decisão visa prolongar carreira e garantir preparação para futuros campeonatos.
Durante uma palestra no Rio Innovation Week nesta terça-feira (12), a ginasta Rebeca Andrade, um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro, revelou que não disputará mais provas na categoria solo da ginástica artística. A atleta justificou a decisão com base na necessidade de preservar sua saúde física e prolongar sua carreira nas demais especialidades.
“São 21 anos de ginástica, cinco cirurgias no joelho e muito impacto acumulado. Deixar o solo é uma escolha para que eu consiga continuar competindo por mais tempo. Isso é essencial para os próximos ciclos, incluindo mais uma Olimpíada”, explicou Rebeca ao público presente.
Foco na longevidade e no bem-estar
A ginasta destacou que, apesar do amor pela modalidade, o solo representa uma sobrecarga física significativa, especialmente para quem já enfrentou lesões sérias. A decisão, segundo ela, é estratégica e pensada a longo prazo, com foco em manter o alto nível competitivo nas demais provas, como salto e trave.
Além dos cuidados físicos, Rebeca também comentou sobre a importância de priorizar a saúde mental. “Tenho me dedicado mais ao meu bem-estar físico e emocional. Neste momento, não estou em treinos intensos, estou respeitando meus limites”, completou.
Carreira vitoriosa
Rebeca Andrade é a maior medalhista olímpica da história do Brasil. Ela brilhou nos Jogos de Tóquio em 2021, conquistando ouro no salto e prata no individual geral. Já nas Olimpíadas de Paris 2024, subiu ao pódio quatro vezes, incluindo o ouro na prova de solo, superando nomes como Simone Biles e Jordan Chiles.
Inicialmente, Rebeca havia cogitado se aposentar após Paris, mas decidiu seguir em mais um ciclo olímpico. Com a nova estratégia, a atleta busca manter sua excelência nas competições sem comprometer a saúde.
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