Lutador que agrediu adolescente em Goiânia é solto e terá de usar tornozeleira eletrônica
Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito, que responderá ao processo sob monitoramento eletrônico
O lutador Rafael Gomes Pereira, de 43 anos, preso após agredir um adolescente de 17 anos durante uma partida de futebol em Goiânia, foi colocado em liberdade provisória pela Justiça. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no último sábado (30) e determina que o investigado utilize tornozeleira eletrônica pelos próximos 90 dias.
Além do monitoramento eletrônico, Rafael deverá manter distância da vítima enquanto o caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.
Suspeito alegou que acreditava que adolescente estivesse armado
Durante depoimento prestado à Justiça, o lutador afirmou que agiu para proteger os filhos, que, segundo ele, vinham sendo ameaçados pelo adolescente há cerca de dois meses.
Rafael relatou que foi até a quadra após perceber uma nova discussão envolvendo os filhos e afirmou ter acreditado que o jovem estivesse armado.
Segundo sua versão, o adolescente teria simulado portar uma arma, desferido um soco contra ele e feito novas ameaças aos seus familiares.
“Eu imaginei que ele estava armado ali. A única coisa que eu fiz foi imobilizar ele”, declarou durante a audiência.
Vídeo da agressão ganhou repercussão nas redes sociais
O caso aconteceu na noite da última sexta-feira (29), na Praça das Artes, no Jardim Goiás, em Goiânia, e ganhou grande repercussão após vídeos registrarem o momento da agressão.
As imagens mostram Rafael aplicando um golpe conhecido como “mata-leão” no adolescente. Durante a ação, o jovem permanece imóvel no chão enquanto outros adolescentes demonstram desespero e tentam interromper a situação.
O vídeo rapidamente viralizou nas redes sociais e gerou debates sobre excesso de força, legítima defesa e violência contra adolescentes.
Família da vítima contesta versão apresentada pelo lutador
A mãe do adolescente apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo ela, o filho foi agredido com socos, perdeu a consciência e continuou sendo enforcado mesmo após desmaiar.
Ainda conforme o relato da família, moradores de prédios próximos ouviram os gritos e desceram para ajudar a interromper as agressões.
O adolescente recebeu atendimento médico após o episódio.
Ministério Público pediu prisão preventiva
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público solicitou a conversão da prisão em preventiva. No entanto, a Justiça entendeu que as medidas cautelares impostas seriam suficientes neste momento para garantir o andamento das investigações.
Com isso, Rafael Gomes Pereira responderá ao processo em liberdade, sob monitoramento eletrônico e sujeito às demais determinações judiciais.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da agressão e eventuais responsabilidades criminais.






