“Valentão vai pagar tornozeleira”: proposta de Daniel Vilela endurece regras contra violência doméstica em Goiás

“Valentão vai pagar tornozeleira” diz proposta em GO
“Valentão vai pagar tornozeleira” diz proposta em GO

“Valentão vai pagar tornozeleira”: proposta de Daniel Vilela endurece regras contra violência doméstica em Goiás

O governador em exercício de Daniel Vilela encaminhou à Assembleia Legislativa de Goiás um projeto de lei que altera o modelo de cobrança pelo uso de tornozeleiras eletrônicas no estado. A proposta prevê que agressores de violência doméstica passem a arcar com os custos do equipamento de monitoramento, incluindo dispositivos utilizados para proteção das vítimas, como o botão do pânico.

Segundo o governo, a medida busca endurecer o combate à violência contra a mulher e transferir o custo do sistema de monitoramento para quem comete o crime. Em declaração, Daniel afirmou: “O metido a valentão que teve coragem de atentar contra a mulher vai ter que pagar a própria conta”.


Projeto muda regra de cobrança no sistema penal

A proposta altera a Lei nº 21.116/2021, que já prevê a cobrança pelo uso de equipamentos de monitoração eletrônica em Goiás. Com a mudança, a responsabilidade financeira deixa de ser subsidiada pelo Estado em casos de violência doméstica e passa a ser integralmente do agressor, incluindo instalação, manutenção, substituição e demais custos operacionais.

O texto também amplia a cobrança para os dispositivos de proteção das vítimas, como o botão do pânico, que integra o sistema de segurança utilizado em medidas protetivas.


Cobrança atinge até beneficiários da justiça gratuita

Um dos pontos mais polêmicos da proposta é a previsão de cobrança mesmo em casos em que o agressor tenha direito à justiça gratuita. O governo defende que a medida impede que o custo recaia sobre o poder público e, consequentemente, sobre a população.

Os valores serão recolhidos por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais e destinados ao Fundo Penitenciário Estadual (Funpes), que já custeia o sistema de monitoramento eletrônico no estado.


Estrutura atual de monitoramento em Goiás

Atualmente, a Polícia Penal de Goiás monitora cerca de 10 mil tornozeleiras eletrônicas e mais de 600 botões do pânico. O sistema opera 24 horas por dia e envolve equipes especializadas, softwares de rastreamento e tecnologia de comunicação integrada.

Segundo dados do governo, cada tornozeleira custa em média R$ 316,83 mensais ao Estado, valor que agora poderá ser repassado diretamente aos condenados ou investigados por violência doméstica.


Debate na Assembleia Legislativa

O projeto será analisado pela Assembleia Legislativa de Goiás nas próximas semanas e deve gerar debate entre parlamentares e especialistas em direito penal e proteção à mulher. A proposta é vista pelo governo como uma forma de responsabilizar financeiramente os agressores e reforçar políticas de enfrentamento à violência doméstica.

Compartilhe este post :