Ginecologista Marcelo Arantes é preso em Goiás por crimes sexuais

Ginecologista Marcelo Arantes é preso por estupro em Goiás
Ginecologista Marcelo Arantes é preso por estupro em Goiás

Ginecologista Marcelo Arantes é preso em Goiás por crimes sexuais

A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (23), o médico ginecologista Marcelo Arantes, investigado por estupro de vulnerável e abusos sexuais contra pacientes. O mandado foi cumprido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo. Até o momento, 20 mulheres já denunciaram o profissional por crimes ocorridos em consultórios de Goiânia e da Região Metropolitana.

A investigação aponta que Marcelo atuava como um “predador sexual”, aproveitando-se da relação de confiança entre médico e paciente para praticar atos libidinosos durante os exames. Segundo a delegada Amanda Menuci, em um dos relatos mais chocantes, o médico não teria se intimidado sequer com a presença da filha da vítima no consultório durante o abuso.

Cronologia das Denúncias

As investigações revelam que o comportamento do médico não é recente, mas apresentou um aumento drástico de relatos no último ano:

  • 2017: Primeira denúncia registrada em Senador Canedo.

  • 2020: Registro de caso em Goiânia.

  • 2025-2026: Outras 18 mulheres denunciaram abusos, sendo 11 delas em Senador Canedo.

A divulgação da imagem do médico pela Polícia Civil foi estratégica para encorajar novas vítimas a procurarem a delegacia, o que resultou na escalada do número de denúncias nas últimas semanas.

Suspensão e Defesa

No dia 16 de abril, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) já havia suspendido o registro profissional de Marcelo Arantes por ordem judicial, impedindo-o de exercer a medicina.

A defesa do médico, representada pelo advogado Rodrigo Lustosa, contesta a prisão e critica o que chama de “linchamento moral”. A defesa sustenta que a exposição midiática atropela princípios do direito e que narrativas de fatos não comprovam sua veracidade. O médico permanece à disposição da Justiça, enquanto o processo segue em sigilo.

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