BRB aponta irregularidades de R$ 20 bilhões em negócios com o Banco Master
O cenário financeiro do Distrito Federal foi sacudido nesta terça-feira (21) por novas revelações sobre o embate jurídico entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Uma auditoria independente, conduzida pelo escritório Machado Meyer em parceria com a consultoria Kroll, identificou que as irregularidades em operações de crédito entre as instituições ultrapassam a marca de R$ 20 bilhões.
O dado consta em um pedido de indenização protocolado na 13ª Vara Cível de Brasília. Segundo o documento, o BRB adquiriu, entre julho de 2024 e outubro de 2025, carteiras de crédito que totalizaram R$ 26,6 bilhões, com foco em segmentos de varejo e crédito consignado. Entretanto, grupos de trabalho internos detectaram falhas graves e indícios de que se tratavam de “carteiras podres” ou até inexistentes.
Expansão do Prejuízo e Réus
A auditoria vai além e aponta que o volume total de operações entre as duas instituições pode ter superado os R$ 30 bilhões. Diante do rombo, o BRB solicita à Justiça que o patrimônio pessoal dos donos do Banco Master e de pessoas ligadas às supostas fraudes seja bloqueado para garantir a recomposição dos prejuízos.
Entre os réus listados no processo estão figuras centrais do mercado financeiro, como Daniel Vorcaro, João Carlos Mansur, Daniel de Faria Jerônimo Leite e Daniel Monteiro. Além das pessoas físicas, diversos fundos de investimento (FIPs e FIMs) também foram citados como parte da estrutura que viabilizou as operações questionadas.
Impacto Institucional
O caso representa um dos maiores desafios jurídicos e de governança da história recente do BRB. As irregularidades só começaram a ser consolidadas após o início de 2025, o que levanta questionamentos sobre os mecanismos de compliance e fiscalização interna do banco durante o período de aquisição das carteiras. Agora, a instituição busca no Judiciário uma forma de estancar a crise e recuperar os ativos que comprometem significativamente seu balanço.







