Bloqueio com Plantas: Terreno do Césio-137 em Goiânia é fechado após virar estacionamento
O lote histórico da Rua 57, no Centro de Goiânia, palco do início do maior acidente radiológico em área urbana do mundo, foi alvo de uma intervenção inusitada na última sexta-feira (10). Para impedir o uso do local como estacionamento irregular, servidores (supostamente da Comurg) instalaram grandes vasos de plantas bloqueando a entrada de veículos.
A medida foi tomada após imagens de drone, registradas pelo produtor Michel de Medeiros, viralizarem nas redes sociais. O registro mostrava diversos carros estacionados sobre a placa de concreto que sela o solo onde a cápsula de Césio-137 foi aberta em 1987.
Risco Técnico e Falta de Sinalização
Embora o terreno tenha passado por um rigoroso processo de descontaminação e concretagem na época do acidente, ele é de responsabilidade do Estado de Goiás e deve permanecer isolado por determinação técnica. O local ainda passa por monitoramentos periódicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para garantir a segurança dos níveis de radiação.
Internautas e moradores criticam a falta de sinalização adequada no espaço. Atualmente, não existem placas que expliquem a importância histórica do lote ou os motivos técnicos para o isolamento, o que contribui para que motoristas ignorem a restrição de acesso.
Situação Atual
Até o momento, a Comurg não oficializou se a iniciativa do bloqueio partiu da companhia ou de outro órgão estadual. O episódio reacende o debate sobre a preservação da memória do acidente de 1987 e a gestão dos espaços que marcaram a tragédia na capital.







