Família de Alexandre de Moraes triplicou patrimônio imobiliário em cinco anos, aponta levantamento
Casal teria comprado R$ 23,4 milhões em imóveis à vista entre 2021 e 2025; patrimônio total chega a R$ 31,5 milhões, ante R$ 8,6 milhões registrados até 2017; ministro e esposa não se manifestaram
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, triplicaram o patrimônio imobiliário da família nos últimos cinco anos, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento foi realizado com base em contratos registrados em cartórios de São Paulo, Minas Gerais e do Distrito Federal.
Segundo a publicação, só entre 2021 e 2025 o casal teria adquirido, à vista, imóveis no valor de R$ 23,4 milhões em Brasília e em São Paulo. No total, a família acumularia 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões — valor três vezes superior aos R$ 8,6 milhões registrados até 2017, ano em que Moraes assumiu uma cadeira no STF. Como ministro, ele recebe o teto do funcionalismo público federal, fixado em R$ 46 mil mensais.
Os imóveis adquiridos
Entre as propriedades listadas na reportagem estão uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, um apartamento em Campos do Jordão (SP) e dois apartamentos no Jardim América, região valorizada da cidade de São Paulo.
A maior parte das aquisições teria sido realizada pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa da qual Viviane Barci é sócia junto com os filhos do casal, Alexandre e Giuliana. Por ser casado sob o regime de comunhão parcial de bens, os imóveis adquiridos durante o matrimônio integram o patrimônio do casal — ainda que Moraes não figure como sócio da empresa.
Sem resposta
A CNN Brasil entrou em contato com o gabinete do ministro no STF, com a esposa e com o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, mas nenhum dos lados havia se manifestado até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para posicionamento.
O caso ocorre em meio a outras investigações que envolvem o nome de Moraes, incluindo informações sobre voos em aeronaves ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e o monitoramento de comunicações entre o ministro e o Banco Central, que entrou no radar da delação premiada em andamento.







