Menino de 10 anos é atacado por pitbull na calçada de casa em Anápolis e sofre ferimentos graves no rosto e pescoço

Menino de 10 anos é atacado por pitbull na calçada em Anápolis
Menino de 10 anos é atacado por pitbull na calçada em Anápolis

Menino de 10 anos é atacado por pitbull na calçada de casa em Anápolis e sofre ferimentos graves no rosto e pescoço

Animal escapou de residência vizinha e atacou a criança sem provocação; família enfrentou dificuldades no atendimento médico e caso reacende debate sobre responsabilidade de donos de cães de grande porte


Um menino de 10 anos foi atacado por um cachorro da raça pitbull no final da tarde do último sábado (28), enquanto estava na calçada de sua residência no Residencial das Rosas, em Anápolis, acompanhado da mãe e do irmão mais novo. O animal pertence a uma vizinha e escapou no momento em que o portão da residência foi aberto.

Segundo o pai da criança, Rodrigo Lemes, o ataque foi súbito e sem qualquer provocação. “Foi tudo muito rápido. Eles estavam parados na calçada, e o cachorro saiu direto e já atacou meu filho”, relatou. O menino foi mordido na região do pescoço e próximo ao olho, sofrendo ferimentos graves no rosto. A mãe conseguiu intervir e empurrou o animal até que os responsáveis pelo cão chegassem e o contivessem. O irmão mais novo, que tentou ajudar, sofreu um arranhão no braço.

A gravidade do ataque foi ressaltada pelo pai. “Se ele estivesse sozinho, não teria sobrevivido”, afirmou.

Dificuldades no atendimento médico

Após o ataque, a família enfrentou obstáculos para obter atendimento médico. O menino foi levado inicialmente ao Hospital Alfredo Abrahão, no Jardim Progresso, e em seguida encaminhado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), onde, segundo Rodrigo, foi recusado por questão de idade. “Disseram que não atendiam menores de 14 anos”, relatou o pai.

O atendimento só ocorreu após novas buscas e pedido de socorro às autoridades locais. A criança acabou sendo atendida em uma clínica particular, onde os ferimentos foram tratados com pontos internos, reduzindo o risco de cicatrizes permanentes.

Impacto emocional e alerta sobre responsabilidade

O menino já está em casa e segue em recuperação, mas a família relata sequelas emocionais. “Ele sempre gostou de animais, mas agora ficou traumatizado. Todos nós ficamos”, disse o pai. A família optou por não registrar boletim de ocorrência, considerando o episódio uma fatalidade.

No entanto, Rodrigo aproveitou o caso para fazer um alerta público sobre os riscos envolvendo cães de grande porte. “Hoje foi com meu filho, amanhã pode ser com qualquer outra pessoa. É preciso mais atenção, principalmente com animais que exigem controle maior”, declarou.

O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade dos proprietários na guarda de animais de raças consideradas de alto risco e sobre a fiscalização do cumprimento das normas municipais e estaduais de posse responsável.

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