Como o Chelsea deve lidar com o grande desfalque na defesa?

Como o Chelsea deve lidar com o grande desfalque na defesa?

O Chelsea vai precisar lidar com a ausência de um dos principais nomes do seus sistema defensivo: o zagueiro Levi Colwill sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior que pode deixá-lo fora da temporada 2025/26.

Embora o defensor inglês não tenha sido perfeito na última campanha, ele evoluiu sob o comando do técnico Enzo Maresca e teve atuações de alto nível na reta final, ajudando o Chelsea a se classificar para a Champions League e conquistar o Mundial de Clubes.

Antes da reapresentação para a pré-temporada, o jogador de 22 anos era visto pelo treinador como o titular absoluto na zaga. A lesão, ocorrida no primeiro dia de treinamento, deixou Maresca com um dilema a pouco mais de uma semana da estreia na Premier League contra o Crystal Palace.

O site “Sports Mole” analisou os cenários à disposição do italiano, que já deu a entender que o Chelsea pode voltar ao mercado em busca de um substituto com características semelhantes.

Apostar nas opções atuais do elenco

Jorrel Hato, zagueiro do Ajax e da seleção holandesa
Jorrel Hato, zagueiro do Ajax e da seleção holandesa (Foto: Imago)

Apesar da grave baixa, Maresca ainda conta com sete zagueiros no elenco: Wesley Fofana, Trevoh Chalobah, Tosin Adarabioyo, Benoît Badiashile, Aarón Anselmino, Jorrel Hato e Josh Acheampong.

Esse número pode cair para seis caso o jovem aregntino Anselmino seja emprestado a um clube europeu para ganhar experiência. O ex-jogador do Boca Juniors disputou apenas alguns minutos no Mundial de Clubes e atuou uma vez na Premier League 2 desde que chegou em janeiro.

Fofana ainda se recupera de uma cirurgia no tendão da coxa, enquanto Hato, de 19 anos, recém-contratado, deve ser utilizado como reserva de Marc Cucurella na lateral esquerda, e não como zagueiro pela esquerda neste momento.

Outro garoto, Acheampong, formado na base, tem apenas uma partida como titular na Premier League — justamente contra o Crystal Palace, em janeiro — e é visto principalmente como lateral.

Assim, restam apenas três opções experientes. O substituto imediato de Colwill é Badiashile, que somou apenas 333 minutos na Premier League em cinco partidas na última temporada e perdeu a fase final do Mundial de Clubes devido a uma lesão sofrida contra o Benfica nas oitavas de final.

Chalobah e Adarabioyo são as opções mais óbvias de início e devem formar a zaga titular.

Repatriar um ex-jogador

Foto: IMAGO

Embora haja relatos de que o clube pode apostar nas peças já disponíveis, Maresca não descarta ir ao mercado.

Nesse cenário, o zagueiro Marc Guehi, do Crystal Palace e cria da base dos Blues, surge como alvo. Ele é titular da seleção inglesa, tem menos de um ano de contrato, já disputou 132 partidas na Premier League e atua pelo lado esquerdo da zaga.

Guehi jogou ao lado de Chalobah quando este estava emprestado ao Palace no início de 2024-25. Segundo a imprensa, o Chelsea só teria trazido Chalobah de volta porque o Palace resistia a negociar Guehi.

Mesmo com o Liverpool visto como favorito para contratá-lo, uma proposta de 35 milhões de libras a 40 milhões de libras (cerca de R$ 247 milhões a R$ 282 milhões), incluindo o empréstimo de Acheampong — jogador que agrada ao Palace —, poderia agradar a todas as partes.

Buscar alternativas no mercado

Se o Chelsea não tivesse emprestado Mamadou Sarr ao Strasbourg, a decisão talvez fosse mais simples. Ainda assim, existe a possibilidade de uma nova contratação.

Por enquanto, não surgiram outros nomes, mas o clube já mostrou no passado que age rapidamente quando necessário. Com Guehi disponível e atendendo a vários critérios, é possível que ele seja o único alvo caso avancem para uma negociação.

Um ‘velho conhecido’ Renato Veiga

Renato Veiga Chelsea
Renato Veiga em ação pelo Chelsea (Foto: Imago)

Um fator inesperado pode envolver Renato Veiga, afastado dos planos de Maresca e cotado para uma saída definitiva.

O português ficou apenas seis meses no Chelsea antes de decidir que queria ser zagueiro pela esquerda, e não um jogador versátil como planejava o treinador. Essa divergência fez com que fosse emprestado à Juventus, mesmo com Maresca precisando improvisar Cucurella, Reece James, Malo Gusto e Acheampong na posição.

Apesar disso, Veiga atende a quase todos os requisitos que o Chelsea procura para suprir Colwill. Ele se destacou na Juventus, tornou-se jogador da seleção de Portugal e oferece altura e força física à defesa.

O clube o avalia em 30 milhões de libras a 35 milhões de libras (R$ 212 milhões a R$ 247 milhões), o que representaria grande lucro sobre os 12 milhões de libras pagos ao Basel no ano passado.

Do ponto de vista financeiro, a venda seria positiva, mas há quem defenda que reintegrar o jogador de 22 anos traria benefícios maiores dentro de campo.

Esse texto foi publicado originalmente no site “Sports Mole”, parceiro da Trivela na Inglaterra.

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