Lulinha é incluído em relatório da CPMI que pede indiciamento de 216 pessoas

Lulinha é incluído em relatório da CPMI do INSS
Lulinha é incluído em relatório da CPMI do INSS

Lulinha é incluído em relatório da CPMI que pede indiciamento de 216 pessoas

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar, apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final com pedido de indiciamento de 216 pessoas. A entrega ocorre às vésperas do encerramento dos trabalhos do colegiado.

A análise do parecer foi marcada após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a liminar que permitia a prorrogação da comissão, mantendo o prazo final para este sábado (28).

Inclusão de Lulinha no relatório

Entre os nomes citados está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relator recomendou o indiciamento de Lulinha por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva. A defesa nega irregularidades, e ele não é investigado formalmente pela Polícia Federal.

O nome do empresário foi mencionado ao longo das apurações, incluindo em operações de busca e apreensão relacionadas à empresária Roberta Luchsinger.

Principais alvos da investigação

O relatório também aponta o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como um dos principais articuladores do esquema investigado. Ele é citado por crimes como organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica.

Outro nome incluído é Maurício Camisotti, apontado como operador e intermediário, com recomendações de indiciamento por organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fraudes.

Limitações e próximos passos

A CPMI não tem poder para indiciar formalmente investigados, mas pode encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República, responsável por avaliar eventual apresentação de denúncias.

Instalada em agosto, a comissão produziu um relatório com mais de 4 mil páginas, dividido em nove núcleos de investigação, abrangendo empresários, servidores públicos, intermediários e agentes políticos.

Parlamentares da base governista articulam a apresentação de um relatório alternativo. A votação do parecer pode ocorrer até a madrugada, diante de divergências sobre os pedidos de indiciamento.

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