Fazendeiro é condenado a mais de 31 anos por feminicídio em Anápolis

Fazendeiro é condenado a mais de 31 anos por feminicídio em Anápolis
Fazendeiro é condenado a mais de 31 anos por feminicídio em Anápolis

Fazendeiro é condenado a mais de 31 anos por feminicídio em Anápolis

O Tribunal do Júri de Anápolis condenou o fazendeiro Edney Pereira dos Santos a 31 anos e 20 dias de reclusão, além de 3 meses de detenção, pelo assassinato da ex-companheira Regiane Pires da Silva, de 39 anos. O crime, tratado como feminicídio, ocorreu dentro do local de trabalho da vítima e teve forte repercussão na cidade.

A sentença foi proferida pelo juiz Fernando Chacha após o Conselho de Sentença reconhecer a culpa do réu em todos os cinco crimes denunciados, com destaque para homicídio triplamente qualificado. A defesa informou que irá recorrer da decisão.


Crime foi considerado premeditado

Na leitura da sentença, o magistrado destacou a frieza e a premeditação na ação. Segundo ele, o condenado já chegou ao local armado e, após efetuar os disparos, retornou mais de uma vez para garantir a morte da vítima.

A pena principal, referente ao homicídio, foi fixada em 27 anos, 2 meses e 20 dias. O juiz também considerou negativamente a postura do réu durante o processo, incluindo tentativas de responsabilizar a vítima pelo ocorrido.


Outras condenações aumentaram a pena

Além do homicídio, Edney foi condenado por outros crimes ligados ao caso:

  • Descumprimento de medida protetiva
  • Vias de fato
  • Porte ilegal de arma de fogo
  • Disparo de arma de fogo

Com a soma das penas, a condenação final ultrapassou 31 anos de prisão, reforçando a gravidade do conjunto de crimes.


Crime ocorreu dentro do ambiente de trabalho

O assassinato aconteceu em março de 2024, dentro do escritório de uma loja de autopeças, localizada na Avenida São Francisco, no bairro Jundiaí. A vítima foi surpreendida pelo ex-companheiro, que invadiu o local e efetuou disparos à curta distância.

Regiane já possuía medida protetiva contra o agressor, que foi descumprida no dia do crime. O histórico do relacionamento incluía ameaças e agressões, intensificadas após o pedido de divórcio.


Prisão após fuga interestadual

Após o crime, o condenado fugiu e passou por cidades da região antes de ser localizado e preso no estado do Tocantins.

O julgamento durou todo o dia e foi acompanhado por familiares da vítima, que buscavam justiça. Ao final da sessão, o juiz destacou a importância da condenação como resposta à violência.

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