Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias

Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias
Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias

Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar pelo período inicial de 90 dias. A decisão atende parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que apontou motivos humanitários relacionados ao quadro de saúde do ex-chefe do Executivo.


Motivo humanitário e quadro clínico

Bolsonaro está internado desde 13 de março no Hospital DF Star para tratamento de broncopneumonia decorrente de broncoaspiração. O ex-presidente chegou a ser levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas apresenta melhora clínica, embora ainda não tenha alta médica.

Segundo a PGR, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet Branco, o estado de saúde de Bolsonaro exige cuidados constantes que seriam mais adequados em ambiente domiciliar do que no sistema prisional.


Cumprimento da pena

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro estava detido na unidade prisional Papudinha, em Brasília, antes da hospitalização. Com a decisão de Moraes, ele cumprirá a pena em casa após a alta hospitalar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O ministro definiu que, ao final do período de 90 dias, a situação será reavaliada para decidir sobre a continuidade do regime domiciliar.


Aspectos jurídicos

No parecer enviado ao STF, a PGR ressaltou que o Estado deve garantir a integridade física e moral de pessoas sob custódia. O monitoramento contínuo do ex-presidente justifica a flexibilização temporária da pena sem prejudicar a execução da sentença.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado a revisão do cumprimento da pena em regime fechado, apoiando-se em relatórios médicos que indicam necessidade de acompanhamento permanente durante o tratamento.


Próximos passos

Após a alta hospitalar, o cumprimento domiciliar será monitorado pelo sistema judicial. A decisão reforça a aplicação de medidas humanitárias para detentos com quadro clínico delicado, sem prejuízo do cumprimento da pena estipulada pelo STF.

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