Foragido por dívida de pensão, Seu Waldemar posta rotina no Paraguai e anuncia curso de medicina
Waldemar Neto Lobo Melo do Carmo, conhecido como Seu Waldemar, ex-apresentador de televisão em Goiás, está vivendo no Paraguai enquanto responde a um mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira por inadimplência em pensão alimentícia. A dívida, atualizada em novembro de 2025, ultrapassava R$ 20 mil referentes ao filho menor de idade que ele tem no Brasil.
Mesmo na condição de foragido, Waldemar voltou a publicar conteúdo nas redes sociais. Em vídeos recentes, aparece se preparando para provas da faculdade de medicina e frequentando bares na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, onde cursa medicina na Universidad Sudamericana.
O curso e os planos nas redes
Nas publicações, o ex-apresentador anunciou que vai utilizar o perfil no Instagram para divulgar dicas sobre como cursar medicina no Paraguai. Afirmou ter encontrado sua vocação na área e elogiou a qualidade da instituição onde estuda, chegando a compará-la favoravelmente a faculdades brasileiras. A referência foi ao resultado do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed, que recentemente impôs restrições a instituições mal avaliadas no país, inclusive em Goiás.
Waldemar também informou que está organizando um grupo de WhatsApp para enviar orientações aos interessados em seguir o mesmo caminho.
A dívida e o mandado de prisão
Segundo o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça, o mandado de prisão foi expedido em 26 de novembro de 2025. O valor exato da dívida, atualizado naquela data, era de R$ 20.621,03, referente a pensões alimentícias não pagas ao filho.
A defesa de Waldemar, representada pelo advogado Rumennigge Pires Dietz, informou que o processo tramita em segredo de justiça, com o objetivo de preservar a intimidade das partes envolvidas e o andamento do caso.
A situação do filho
Em janeiro deste ano, Sami Moura, mãe da criança, relatou que Waldemar praticamente não exercia a convivência paterna com o filho, identificado como Enrico. Segundo ela, o único contato registrado havia sido em 19 de janeiro de 2025, e o pagamento da pensão havia sido interrompido desde março daquele mesmo ano.
Sami ainda informou que o vínculo da criança com a família paterna era mantido principalmente pela avó, já falecida. Com a morte dela, esse contato teria se encerrado de forma definitiva.
Contexto
O caso chama atenção pela exposição voluntária do foragido nas redes sociais, enquanto a dívida alimentar segue sem quitação e o mandado de prisão permanece ativo. No Brasil, a inadimplência em pensão alimentícia é motivo de prisão civil, independente de outras penalidades. A circulação de Waldemar no Paraguai, país que não tem tratado de extradição com o Brasil para crimes dessa natureza, coloca em evidência as limitações do cumprimento de ordens judiciais em contexto internacional.







