Vice-presidente da Agehab é alvo de operação do MP por desvio de recursos públicos

Vice-presidente da Agehab é investigado por desvio de recursos em Goiás
Vice-presidente da Agehab é investigado por desvio de recursos em Goiás

Vice-presidente da Agehab é alvo de operação do MP por desvio de recursos públicos

A manhã desta quarta-feira (18) foi marcada por uma forte ofensiva do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra a corrupção no setor habitacional. A Operação Confrades investiga um suposto esquema de desvio de verbas públicas em contratos firmados pela Agência Goiana de Habitação (Agehab). O principal alvo da apuração é o vice-presidente da agência, Wendel Garcia, suspeito de favorecer construtoras com recursos oriundos do Fundo Protege Goiás.

A Operação e os Mandados

A Polícia e o Ministério Público cumpriram 9 mandados de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis. Além da residência de Wendel Garcia, os agentes realizaram diligências na própria sede da Agehab e em endereços de empresários e de uma construtora que teriam sido beneficiados pelo esquema.

  • O Perfil do Investigado: Wendel Garcia, formado em Direito e Ciências Contábeis, ocupa o cargo de vice-presidência desde 2023 e era um dos responsáveis diretos pela contratação de empresas na agência.

  • Foco da Investigação: As irregularidades não atingem a finalidade social do programa “Pra Ter Onde Morar”, mas sim a conduta de agentes públicos na seleção de projetos e execução de contratos.

Esquema de Favorecimento

A promotoria identificou indícios de uma série de crimes e irregularidades administrativas, incluindo:

  1. Reajustes Ilícitos: Aditivos contratuais realizados fora das normas legais para inflar pagamentos.

  2. Flexibilização de Editais: Afrouxamento de regras técnicas para permitir que empresas específicas vencessem licitações.

  3. Interferência Técnica: Pressão sobre setores de engenharia da agência para validar medições e pagamentos irregulares.

Posicionamento da Agehab

Em nota oficial, a Agehab informou que colabora integralmente com a Justiça e que todos os processos eletrônicos solicitados foram entregues. A agência destacou que os servidores envolvidos foram demitidos imediatamente e reforçou que os programas habitacionais continuam operando normalmente, sem prejuízo direto aos beneficiários das moradias.

Compartilhe este post :