Pressão em Brasília: Oposição usa internação de Bolsonaro na UTI para exigir prisão domiciliar a Moraes
A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no hospital DF Star, em Brasília, reacendeu uma ofensiva política no Congresso Nacional. Parlamentares aliados iniciam nesta segunda-feira (16) uma estratégia de pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), focando especialmente no ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe.
O Nó Jurídico: Penas e Vetos
A defesa tenta reverter a permanência de Bolsonaro na “Papudinha” (Batalhão da PM), mas enfrenta obstáculos técnicos e políticos:
Condenação: Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses.
O Projeto de Redução: A oposição aposta na derrubada de um veto do presidente Lula a um projeto que reduz penas para condenados pelo 8 de janeiro. Se o veto cair, a pena de Bolsonaro poderia ser reduzida drasticamente, facilitando a migração para o regime domiciliar.
O “Trunfo” de Alcolumbre: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, evita convocar a sessão de derrubada de vetos para impedir a instalação automática da CPMI do Banco Master, que já possui assinaturas suficientes.
Estado de Saúde: Estável, mas Grave
O boletim médico mais recente aponta que o ex-presidente apresenta broncopneumonia e instabilidade inflamatória no sangue, embora tenha registrado melhora na função renal.
“Vamos bater pesado para que ele possa ter mais dias de vida em casa”, declarou o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição.
Enquanto a base bolsonarista fala em “perseguição”, líderes de partidos de centro, como o Republicanos, criticam a tentativa de constranger o Judiciário através de questões clínicas, defendendo que o foco do Congresso deveria ser a pauta legislativa remota desta semana.







