Moraes veta visita de conselheiro de Trump a Jair Bolsonaro após alerta do Itamaraty

Moraes proíbe visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro após aviso do Itamaraty
Moraes proíbe visita de conselheiro de Trump a Bolsonaro após aviso do Itamaraty

Moraes veta visita de conselheiro de Trump a Jair Bolsonaro após alerta do Itamaraty

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, revogou nesta quinta-feira (12) a autorização que permitia ao conselheiro do presidente norte-americano Donald Trump, Darren Beattie, visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi revista após uma manifestação oficial do Ministério das Relações Exteriores, que apontou riscos de “ingerência externa” em assuntos nacionais durante o ano eleitoral.

O Papel do Itamaraty

A mudança de postura de Moraes ocorreu após consulta ao chanceler Mauro Vieira. Segundo o Itamaraty:

  • Falta de Agenda Oficial: Não havia registro de agenda diplomática envolvendo Beattie no ministério que justificasse o encontro com Bolsonaro.

  • Riscos Eleitorais: O governo brasileiro avaliou que a reunião poderia ser interpretada como uma interferência de uma potência estrangeira no processo político interno do Brasil em 2026.

  • Status do Visto: Moraes destacou que o visto concedido ao conselheiro americano foi baseado em um contexto diplomático que não incluía visitas políticas privadas não comunicadas previamente ao governo brasileiro.

Quem é Darren Beattie?

Darren Beattie é conhecido por ser um crítico ferrenho do governo Lula e do próprio STF. O conselheiro de Trump já acusou publicamente o ministro Alexandre de Moraes de liderar um “sistema de censura” no Brasil.

Apesar do veto ao encontro com o ex-presidente, Beattie mantém compromissos em São Paulo e Brasília, onde pretende:

  • Conhecer o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro;

  • Tratar de decisões judiciais sobre bloqueios de perfis em redes sociais;

  • Reunir-se com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.

Consequências Jurídicas

Moraes concluiu que a tentativa de realizar a visita fora dos canais oficiais comunicados pelos EUA fere o protocolo diplomático, alertando que tal circunstância poderia levar à reavaliação da permanência do visitante no território nacional.

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