Grupo Pão de Açúcar renegocia dívida bilionária para evitar recuperação judicial
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) deu um passo decisivo nesta terça-feira (10) para tentar estancar uma crise financeira que se arrasta há anos. A companhia anunciou um acordo com seus principais credores para um plano de recuperação extrajudicial envolvendo aproximadamente R$ 4,5 bilhões em dívidas. A estratégia visa reorganizar o balanço sem a necessidade de uma intervenção judicial direta, que costuma ser mais lenta e custosa.
Os Números da Reestruturação
O plano já nasce com fôlego: o conselho de administração aprovou a medida por unanimidade e credores que detêm 46% da dívida (R$ 2,1 bilhões) já assinaram o apoio inicial.
Prazo de 90 dias: A empresa tem agora três meses de suspensão nos pagamentos para convencer a maioria dos credores e fechar as novas condições.
Operação mantida: Dívidas com fornecedores, funcionários e clientes ficaram fora do acordo, o que garante que as gôndolas continuem cheias e as lojas funcionando normalmente.
Rede atual: O GPA opera hoje 728 lojas no Brasil sob as bandeiras Pão de Açúcar, Extra Mercado, Mini Extra e Minuto Pão de Açúcar.
Raio-X da Crise
O gigante do varejo vem sofrendo com prejuízos anuais consecutivos desde 2022. No fechamento de 2025, o grupo registrou um prejuízo de R$ 651 milhões e uma dívida bruta que beira os R$ 4 bilhões. Fatores como a inflação dos alimentos, juros altos e custos de reestruturação interna são apontados como os principais vilões da saúde financeira da empresa.







