Academia é condenada a indenizar aluno em R$ 20 mil por preconceito em Anápolis
O administrador Marcus Andrade, de 42 anos, venceu em primeira instância uma ação de indenização por danos morais contra a academia Hope Select, em Anápolis. A decisão, proferida pela juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, estabelece o pagamento de R$ 20 mil ao aluno, que foi advertido por usar um short considerado “inadequado” pelo estabelecimento.
O Ponto Crucial: A Nota Oficial
Diferente do que muitos imaginam, a condenação não se deu apenas pela advertência verbal inicial. A magistrada considerou que:
Abordagem Interna: O aviso feito em sala reservada foi entendido como exercício do poder de gestão do estabelecimento.
Ofensa Pública: O ato ilícito ocorreu na nota oficial publicada pela academia após o caso ganhar as redes sociais. No texto, a empresa utilizou justificativas religiosas, afirmando que sua postura visava “agradar e honrar a Deus”.
Dignidade Ferida: Para a juíza, ao misturar religião para justificar a reprovação da roupa de um aluno homossexual, a academia feriu a dignidade e a honra de Marcus, reforçando preconceitos.
“Caráter Educativo”
Marcus Andrade, que treinava no local há dois anos com mensalidades de R$ 1.500, cancelou o plano e recebeu o reembolso das parcelas antecipadas. Ele celebrou a sentença como um “sopro de esperança” e um marco contra a imposição de crenças e preconceitos sobre o direito de existir e frequentar espaços públicos.
A academia, que na época alegou prezar pela “moral e bons costumes”, ainda pode recorrer da decisão. Até o momento, o estabelecimento não se pronunciou sobre a sentença.







