Preconceito em Exame: Advogado goiano com nanismo denuncia discriminação em concurso da PCMG
O advogado goiano Matheus Menezes denunciou um caso de discriminação e desrespeito à legislação de inclusão durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Matheus, que tem nanismo e concorria às vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PCD), afirma que a banca organizadora, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), não realizou as adaptações necessárias para a prova física, resultando em sua eliminação.
O TAF sem Adaptações
Mesmo após superar as complexas etapas objetiva, discursiva e oral, Matheus foi barrado no exame físico. Segundo o candidato, os avaliadores exigiram o cumprimento dos mesmos índices aplicados à ampla concorrência.
O Salto Impossível: Em um vídeo registrado durante o exame, Matheus é visto tentando realizar um salto de 1,65 metro, a mesma marca cobrada de candidatos sem deficiência. Ao falhar, o fiscal declara o candidato “inapto” por não atingir o mínimo previsto.
Descumprimento do Edital: O advogado sustenta que apresentou todos os laudos médicos exigidos no prazo correto e que o edital garantia a realização de provas adaptadas para assegurar a igualdade de condições, o que foi ignorado na prática.
Busca por Justiça
Matheus classifica a atitude da banca como “preconceituosa e discriminatória”. O edital do certame reserva 10% das vagas para PCDs e prevê expressamente que as provas devem ser adequadas ao tipo de deficiência apresentada. O caso ganha repercussão jurídica, pois levanta o debate sobre a real eficácia das cotas em concursos policiais quando as barreiras físicas não são ajustadas às limitações biológicas dos candidatos.
Até o momento, a FGV e a Acadepol-MG não se manifestaram oficialmente sobre o ocorrido. O espaço segue aberto para os esclarecimentos das instituições.







