Lula quebra silêncio e contrapõe guerra no Irã com avanços na saúde
Em visita a uma indústria farmacêutica em Valinhos (SP) nesta terça-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro comentário público — ainda que indireto — sobre a grave escalada de violência no Oriente Médio. Sem citar nominalmente os Estados Unidos, Israel ou o Irã, Lula buscou distanciar a imagem do Brasil dos conflitos bélicos, focando na agenda de desenvolvimento nacional.
O “Míssil do Bem”
Durante o discurso na unidade de biotecnologia, o presidente ironizou a cobertura midiática focada em destruição para exaltar a produção científica brasileira:
“A gente salva vida, sobretudo nesse instante em que se ligar na televisão agora está falando de morte, de guerra, de drone, de mísseis. Isso aqui [medicamentos] é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar.”
A fala ocorre em um momento de extrema tensão internacional, três dias após o ataque coordenado contra o programa nuclear iraniano. Enquanto o presidente mantinha o silêncio nas redes sociais, o Itamaraty já havia emitido notas condenando as agressões e expressando solidariedade às famílias das vítimas civis da retaliação iraniana.
Posicionamento do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores tem sido a voz oficial do governo no conflito, mantendo uma linha de neutralidade crítica:
Condenação: O Brasil criticou o ataque de sábado (28), afirmando que a negociação era o único caminho viável.
Preocupação Global: O governo alertou para os riscos à estabilidade das rotas de comércio e energia (como o fechamento do Estreito de Ormuz) e pediu o fim imediato das hostilidades na região do Golfo.







