
Durante reunião com líderes partidários nesta quarta-feira (6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que não colocará em pauta nenhum pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — nem mesmo se houver apoio unânime entre os senadores.
A declaração de Alcolumbre frustrou as expectativas de parlamentares da oposição, que vinham articulando a tramitação de projetos considerados estratégicos, como a anistia a manifestantes de 8 de janeiro e o pedido de impedimento do ministro Alexandre de Moraes.
Nos últimos dias, parlamentares também ocuparam a Mesa Diretora do Congresso Nacional como forma de protesto e com objetivo pressionar os presidentes da Câmara e do Senado a incluírem as matérias na pauta. Após o fim da ocupação, houve sinalização de que um possível acordo teria sido feito para discutir os temas na próxima semana — o que, agora, foi negado por Alcolumbre.
Pedido conta com assinaturas, mas seguirá parado
Segundo parlamentares da oposição, o requerimento de impeachment de Moraes já reúne as 41 assinaturas necessárias para ser oficialmente apresentado no Senado. A proposta faz parte de um chamado “pacote de pacificação”, que surgiu como reação à recente ordem de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Moraes.
Além do pedido de impedimento, o grupo também defende o avanço de outras pautas como a PEC do fim do foro privilegiado e o projeto de anistia a investigados por atos antidemocráticos.
Apesar da movimentação política, Alcolumbre deixou claro que não pretende levar o pedido adiante, mesmo com o número regimental de apoios.
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