Polêmica no Carnaval: MP pede investigação de cachê pago à Ministra Margareth Menezes

MP pede investigação de cachê de Margareth Menezes por conflito de interesses
MP pede investigação de cachê de Margareth Menezes por conflito de interesses

Polêmica no Carnaval: MP pede investigação de cachê pago à Ministra Margareth Menezes

O Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou nesta segunda-feira (23) uma investigação sobre o show da ministra da Cultura, Margareth Menezes, no Carnaval de Salvador. O subprocurador-geral Lucas Furtado classificou como um “escândalo de proporções significativas” o fato de a ministra ter recebido um cachê de R$ 290 mil de uma empresa que possui projetos aprovados pelo próprio Ministério para captação via Lei Rouanet.

O Conflito de Interesses em Pauta

O show ocorreu em 12 de fevereiro no bloco “Os Mascarados”, de propriedade da empresa Pau Viola Cultura e Entretenimento. Os pontos centrais da denúncia são:

  • Favoritismo: Durante a gestão de Margareth, a empresa teve oito projetos aprovados para captar recursos via Lei Rouanet. Antes de sua posse, a produtora havia conseguido apenas dois.

  • Recursos Indiretos: Embora o cachê do show (R$ 290 mil) não tenha vindo diretamente da Rouanet, a empresa contratante captou R$ 1 milhão em 2024 para outro projeto (Festival de Lençóis) autorizado pela pasta da ministra.

  • Violação Ética: O MP sustenta que a relação compromete a imparcialidade do Ministério, já que a empresa tem interesses diretos nas decisões da pasta comandada pela artista.

Defesa e Argumentos

Tanto o Ministério da Cultura quanto a equipe de Margareth Menezes negam qualquer irregularidade. Os principais argumentos da defesa são:

  1. Normalização do Fluxo: O aumento de projetos aprovados seria reflexo da retomada das análises técnicas que estavam travadas no governo anterior.

  2. Origem do Dinheiro: O bloco foi patrocinado pelo Governo da Bahia (Sufotur) e não utilizou verbas federais.

  3. Autorização da Comissão de Ética: A defesa alega que a Comissão de Ética Pública (CEP) permitiu que a ministra fizesse shows, desde que fora do horário de expediente e sem uso de verbas da União.

No entanto, o MP rebate citando que a mesma Comissão de Ética veda a atuação remunerada de ministros para entidades cujos interesses possam ser influenciados por suas atribuições públicas.

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