Crise de Segurança: México mobiliza tropas e soma 70 mortos após queda de “El Mencho”
O governo do México anunciou, na noite desta segunda-feira (23), o envio imediato de mais 2 mil soldados para reforçar a segurança no estado de Jalisco. A medida tenta conter a violenta retaliação do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) após a morte de seu líder, Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, ocorrida no domingo (22). Até o momento, o balanço oficial da onda de ataques contabiliza mais de 70 mortos, entre militares, civis e suspeitos.
Escalada de Violência e “Prêmio” por Militares
A reação do crime organizado foi orquestrada por uma das lideranças remanescentes, conhecida como “El Tuli”. Sob suas ordens, o cartel impôs o terror em Jalisco e estados vizinhos:
Ataques Diretos: 25 membros da Guarda Nacional foram mortos em emboscadas e confrontos.
Incentivo ao Crime: O cartel passou a oferecer uma recompensa de 20 mil pesos (aproximadamente R$ 6 mil) pela morte de cada militar.
Bloqueios e Incêndios: Estradas foram fechadas com ônibus e caminhões em chamas, afetando rotas logísticas e turísticas, como o acesso a Puerto Vallarta.
Bastidores da Captura: A Visita da Namorada
Novos detalhes revelam que a operação de inteligência, iniciada no sábado (21), teve um ponto de virada crucial: os investigadores localizaram o esconderijo de El Mencho em Tapalpa após monitorarem uma visita de sua namorada ao imóvel.
A ação envolveu forças especiais, aeronaves e seis helicópteros, além do apoio de uma força-tarefa de inteligência dos EUA. El Mencho tentou fugir para uma área de mata, onde houve intenso tiroteio. Ele foi capturado com ferimentos graves e morreu durante o transporte aéreo, antes de chegar ao hospital em Guadalajara. Por segurança, a aeronave com o corpo foi desviada para outro estado antes de seguir para a Cidade do México.
Reação Internacional e Normalização
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que os bloqueios nas estradas foram desfeitos e que a expectativa é de que voos e aulas sejam retomados até esta terça-feira (24). No entanto, o clima é de tensão máxima. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para pressionar o país vizinho, afirmando que o México “precisa intensificar os esforços contra cartéis e drogas”.







