Drones paralisam Aeroporto de Guarulhos e afetam 45 voos
O Aeroporto Internacional de Guarulhos principal terminal aéreo do país suspendeu suas operações por três horas na tarde deste domingo (15). A paralisação ocorreu após o avistamento de aproximadamente oito drones circulando ilegalmente nas proximidades das pistas de decolagem e aterrissagem colocando em risco a segurança da aviação.
Operação policial e uso de bloqueadores
A ocorrência teve início por volta das 16h mobilizando equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e do Policiamento de Choque. Para neutralizar os equipamentos e restabelecer a segurança no sítio aeroportuário os agentes utilizaram bloqueadores de sinal de radiofrequência contra os drones identificados.
Segundo a concessionária GRU Airport o uso desses aparelhos nas imediações de aeródromos é crime e oferece perigo direto à integridade de passageiros e tripulantes. As operações foram normalizadas somente após a confirmação de que o espaço aéreo estava limpo e seguro para o tráfego das aeronaves.
Impacto nas companhias e passageiros
A suspensão temporária gerou um efeito cascata no cronograma das companhias aéreas. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) 32 voos precisaram ser desviados para outros terminais e oito foram cancelados imediatamente. A Latam Airlines informou que 45 de seus voos foram impactados pela ocorrência.
Companhias como Azul e Gol também relataram desvios para aeroportos como Viracopos em Campinas e Confins em Minas Gerais. Os passageiros afetados pelas alterações receberam assistência e as aeronaves desviadas retornaram gradualmente ao destino original após o reabastecimento.
Riscos e penalidades legais
A legislação brasileira proíbe estritamente o voo de drones em áreas próximas a aeroportos sem autorização prévia dos órgãos reguladores. Além dos riscos de colisão com turbinas ou fuselagens as interrupções geram prejuízos milionários ao setor aéreo e transtornos logísticos em toda a malha nacional.
Os responsáveis pela operação dos drones em Guarulhos podem responder por crimes previstos no Código Penal e no Código Brasileiro de Aeronáutica. As autoridades seguem investigando a origem dos equipamentos para identificar e punir os operadores envolvidos no incidente deste domingo.







