Eleições 2026: MPE recomenda que militares evitem farda e símbolos institucionais em campanha
O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu uma recomendação direcionada aos militares que pretendem disputar as eleições de 2026 em Goiás. O órgão orienta que candidatos oriundos das forças de segurança (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) não utilizem fardas, patentes ou símbolos das instituições em seus materiais de propaganda eleitoral e atos de campanha.
A medida visa preservar a neutralidade e a imagem das instituições militares, evitando que o prestígio institucional seja utilizado para angariar votos de forma desequilibrada em relação aos demais candidatos civis.
Principais Pontos da Recomendação
O documento do MPE reforça diretrizes que buscam garantir a isonomia do pleito:
Vedação ao uso da farda: Candidatos militares não devem aparecer fardados em santinhos, vídeos de propaganda, redes sociais voltadas à campanha ou eventos públicos de cunho eleitoral.
Símbolos e Logotipos: A utilização de brasões, insígnias e logotipos oficiais da PM-GO ou CBM-GO em materiais de campanha é expressamente desencorajada.
Patentes e Nomes: Embora o uso do nome de guerra e da patente seja comum para identificação do candidato na urna, o MPE recomenda cautela para que o título não seja explorado de modo a sugerir apoio oficial da instituição à candidatura.
Abuso de Poder: O descumprimento dessas orientações pode configurar abuso de poder político ou uso indevido da máquina pública, sujeitando o candidato a sanções que variam de multas à cassação do registro ou do diploma.
Contexto Político em Goiás
Goiás possui um histórico de candidaturas ligadas à segurança pública com forte apelo eleitoral. A recomendação do MPE surge como um balizador para evitar o acirramento de ânimos e garantir que a disputa ocorra dentro dos limites éticos e legais, especialmente em um cenário onde a segurança pública é um dos temas centrais do debate político.
Comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros também costumam emitir notas internas reforçando que as corporações são instituições de Estado, e não de governo ou de grupos políticos específicos, alinhando-se à postura do Ministério Público.







