PEC pelo fim da escala 6×1 avança na Câmara; entenda os próximos passos

PEC do fim da escala 6x1 avança na Câmara: veja o que muda
PEC do fim da escala 6x1 avança na Câmara: veja o que muda

PEC pelo fim da escala 6×1 avança na Câmara; entenda os próximos passos

O debate sobre o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) ganhou novo fôlego na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou nesta segunda-feira (9) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada Erika Hilton (PSol-SP) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta, que conta com forte apoio popular e do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), sugere a redução da jornada máxima para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho.

O Rito de Tramitação da PEC

Por se tratar de uma mudança na Constituição, o caminho é mais rigoroso que o de um projeto de lei comum:

  1. CCJ (Comissão de Constituição e Justiça): O primeiro passo é a análise da constitucionalidade do texto. A comissão deve ser instalada ainda nesta semana, sob provável comando de Leur Lomanto Júnior (União-BA).

  2. Comissão Especial: Se aprovada na CCJ, a Câmara cria um colegiado exclusivo para debater o mérito e alterar o conteúdo da proposta.

  3. Plenário da Câmara: Exige votação em dois turnos com, no mínimo, 308 votos favoráveis (3/5 dos deputados).

  4. Senado Federal: Cumpre rito semelhante e precisa de ao menos 41 votos favoráveis, também em dois turnos.

  5. Promulgação: Diferente de leis ordinárias, a PEC não depende de sanção do presidente Lula; ela é promulgada pelo próprio Congresso.

Articulação Política e Resistências

O governo federal escalou os ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) para mediar a discussão. O Palácio do Planalto trata o tema como prioridade para 2026, de olho na popularidade da pauta para a reeleição.

Entretanto, há resistência de setores empresariais, especialmente em áreas como comércio, saúde e serviços, que operam intensamente no modelo 6×1. Parlamentares desses setores defendem regras de transição e escalonamento para evitar impactos econômicos bruscos nos pequenos negócios.

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