Marco no Cessar-Fogo: Passagem de Rafah é Reaberta Após Dois Anos de Bloqueio em Gaza
Nesta segunda-feira (2), a passagem de Rafah, fronteira estratégica entre a Faixa de Gaza e o Egito, foi parcialmente reaberta após quase dois anos de controle militar israelense. A medida é um dos pilares da primeira fase do plano de paz e cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinado em outubro de 2025. A reabertura traz um fôlego humanitário para o território palestino, permitindo o fluxo de ambulâncias e civis que buscam tratamento médico ou o retorno para casa.
Restrições e Protocolos de Segurança
Apesar da importância do evento, o funcionamento da fronteira ocorre sob rígidas limitações. Israel mantém verificações de segurança obrigatórias para todos os transeuntes e, nestes primeiros dias, o fluxo será restrito a apenas 50 pessoas por sentido diariamente. Segundo ONGs internacionais, o represamento é crítico: cerca de 20 mil palestinos feridos ou gravemente doentes aguardam autorização para deixar Gaza e buscar assistência em hospitais egípcios ou de outros países.
A operação conta com o monitoramento de equipes da União Europeia, que chegaram ao local para auxiliar no processo de triagem. A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, classificou a reabertura como um “passo concreto e positivo”, destacando o papel vital da passagem para aliviar a crise sanitária que devastou o território nos últimos anos de conflito.
Contexto Histórico e a Crise em Gaza
O Exército de Israel assumiu o controle total de Rafah em maio de 2024, cortando a principal rota de fuga e de ajuda humanitária da região. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, estima-se que 100 mil palestinos tenham conseguido atravessar para o Egito, muitos deles pagando taxas a intermediários antes do fechamento total.
Mesmo com este avanço diplomático, Israel mantém restrições severas em outros pontos. O acesso de jornalistas estrangeiros à Faixa de Gaza continua proibido, o que limita a cobertura independente sobre a extensão da destruição e o andamento da reconstrução sob o novo regime de cessar-fogo. A reabertura de Rafah é vista pela comunidade internacional como um teste de confiança para a manutenção do acordo de paz de 2025.







