Caso Daiane Alves: Perícia identifica projétil alojado na cabeça de corretora morta em Caldas Novas
As investigações sobre o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, ganharam novos detalhes técnicos nesta segunda-feira (2). Segundo o advogado da família da vítima, Plínio César Cunha Mendonça, informações preliminares da Polícia Civil indicam que foi encontrada uma bala alojada na cabeça da corretora. Embora o achado seja contundente, a causa oficial da morte e a dinâmica dos fatos ainda dependem do laudo cadavérico final da Polícia Científica de Goiás.
Dinâmica do Crime e Versão do Suspeito
O principal suspeito, o síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, foi preso no último dia 28 de janeiro e confessou ter ocultado o corpo da vítima a cerca de 15 km de Caldas Novas. Em depoimento, Cleber alega que agiu em legítima defesa após uma suposta abordagem da corretora em um almoxarifado. No entanto, a defesa da família questiona a versão e aguarda perícias que possam indicar se houve uso de substâncias químicas para desfalecer a vítima ou se houve asfixia antes do disparo.
A Polícia Civil trabalha agora para localizar a arma do crime. Segundo o próprio investigado, o revólver foi descartado nas águas do Rio Corumbá, na divisa entre Caldas Novas e Ipameri. Além da busca pelo armamento, um aparelho celular encontrado em uma caixa de passagem do condomínio passa por perícia técnica. O objetivo é confirmar se o dispositivo pertencia à Daiane ou se era o aparelho antigo do síndico, que teria sido substituído logo após o crime com auxílio do filho.
Obstrução de Justiça e Prisões
Além do síndico, seu filho, Maicon Douglas Oliveira, também permanece preso. Ele é suspeito de atuar na obstrução das investigações, inclusive fornecendo um novo celular ao pai para dificultar o rastreamento de comunicações anteriores ao crime. Áudios recuperados pela polícia revelam que, após o desaparecimento de Daiane, o síndico chegou a enviar mensagens em grupos de moradores proibindo que o assunto fosse debatido no condomínio.
A Polícia Científica informou que os laudos definitivos, tanto do local do crime quanto da necropsia, são essenciais para refutar ou confirmar a tese de legítima defesa apresentada pelo agressor. O caso, que chocou o sul de Goiás, segue sob sigilo em partes da apuração para que a Polícia Civil possa concluir o inquérito e tipificar as qualificadoras do homicídio.







